Jeso Carneiro

Poetas amazônicos. Rota cósmica

Tua calma

Tua calma inunda minha turbulência
Inflama os sentidos e transborda violência
Contida sob o manto de uma falsa paz.

Tua alma se abandona em minha selva
Deita em cacos de vidro e se derrama na relva
Me socorre.

Teus apelos, estou atenta
Teus gritos aflitos, estou alerta
Tua energia, estou desperta.
Desfaleço na tua falta e me enveredo em trilhas sem destino.
Num tênue horizonte com fronteiras rígidas.

Não me falte, não se afaste
Me traga sorte
E um sol bem forte.
Não me estrague.
Me presenteie com um passado alegre.
Porque futuro é o que passo agora.

Oro pela calma eterna
Que a alma seja terna
Que o sol nunca se apague
E que a terra cumpra sua rota cósmica
Sem turbulências, sem calor nem frio extremo
De sorte que a morte seja lenta e bela.

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De Raimunda Monteiro, professora santarena.

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