Poetas amazônicos. Esse verbo peçonhento

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Tédio

Ah! esse torpor
à fome insaciável do passado
desconfortável dor do que era tudo
e não é nada.
Ah!
esse verbo peçonhento
ser
a se fazer agora outrora.
Ah! essa hora
ruminando-me pacientissimamente.
Ah!
essa flor abrindo-se de fora para dentro
Ah! esse…

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Paes LoureiroDe João de Jesus Paes Loureiro, poeta paraense nascido em Abaetetuba.

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Soneto Ardiloso, de Jota Ninos.


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