Mensagem psicografada de Panga à sua amada
Em memória de Phebus Dourado e para todos os espíritas vivos ou mortos
Ao morrer lembro-me bem
por segundos
me vi espantado no ar
a fluir mansamente
do teu corpo.
Assistias novela da globo
Com os braços côncavos
aos seios
como se estivesses
a me exorcizar.
Desesperado
contemplei no cinzeiro
as espadas coloridas,
o quadro, o giz,
o poema inacabado
e um roteiro relâmpago
das coisas
que não fiz.
E assim
Já despido das vestes azuis
Sem ter as mãos
o tempo comprimido
no inalcançável
copo de vermute
Ainda te dei adeus
(inconformado)
a tocar levemente
os pés
em teus cabelos.
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De Edwaldo Pangaré Campos, poeta amazônico nascido em Alenquer e criado em Santarém do Tapajós.
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