Poetas amazônicos – Catar versos

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O poeta e o poema

Dedicada a minha ex-esposa Fátima Rebelo, mãe de meus filhos

O poeta
catava em si
versos soltos
livres
desalinhados
leves e mansos
como a solidão
dos quintais.

Pretendia
fossem sutis
espaçados toques em um piano
um voar
um sonhar
um fluir
despreocupadamente.
O fazia encantado
A embalar-se no ar
Na meia-lua da tipóia.

Candidamente Caio e Ana
pendiam em seus braços
levitando-o.

Vós direi mais:
E todinha azul
Dormitava Carina
adocicando o seu ego
a prescindir definitivamente
de palavras o poema.

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De Edwaldo Pangaré Campos, poeta amazônico nascido em Alenquer e criado em Santarém do Tapajós.

Leia também dele:
Canção de um vilão à recatada Santarém.


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