Jeso Carneiro

Universidades e ONGs como vetores para criação de um polo de cinema no Pará

Universidades e ONGs como vetores para criação de um polo de cinema no Pará

Da professora-doutora Raimunda Monteiro, ex-reitora da Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará), sobre o artigo de Paulo Cidmil — Muita quinquilharia e pouco ouro: Festival de Cinema de Alter do Chão — publicado nesta segunda-feira (25) neste blog:

A economia criativa é um campo econômico a ser desenvolvido na Amazônia e as universidades estão sendo desafiadas a incluir nas suas grades de formação, conteúdos e habilidades que ofereçam oportunidades de agregação de conhecimentos teóricos e práticos para a população local.

Por muitos anos se lutou por curso de graduação em Comunicação/Jornalismo na Ufopa. A Unama e o Iespes criaram e suprem parte da demanda de forma satisfatória. O ideal seria a Ufopa oferecer um curso de Cinema, mas no contexto atual é praticamente impossível.

 

Neste caso, a Ufopa está discutindo ampliar o que já faz desde que implantou o seu NPD – Núcleo de Produção Audiovisual, em 2017, ou seja, Extensão com exibições e capacitação.

Vejo que as universidades fazem sim trabalho de formação para além dos seus alunos matriculados.

Esse trabalho não tem sido afetado por questões políticas, talvez pela escassez de recursos que abala todo o sistema. Um projeto de formação em Cinema e Audiovisual das universidades pode ser compartilhado entre as universidades que possuem cursos nessas áreas.

Essa questão, formulada por Paulo Cidmil, certamente, as universidades darão as respostas institucionais adequadas. E a sociedade pode levar para a universidade pública as suas sugestões, em geral, mais permeáveis às contribuições externas do que as empresas privadas.

Mas, vejo também outros agentes que podem contribuir na formação, como ONGs, Sesc que têm longa trajetória nesse ramo e Sebrae.

 

Aqui em Santarém, o PSA – Projeto Saúde e Alegria têm uma sólida experiência com ferramentas culturais, em especial, com comunicação e audiovisual envolvendo jovens muito atuantes.

O importante é ter o pé no chão e disposição de trabalhar agregando as competências instaladas na região, valorizando pessoas, empresas locais e competências externas harmonizadas com os atores e instituições locais para fortalecer o Festival de Cinema de Alter do Chão como um grande empreendimento social para o qual as observações feitas por Paulo Cidmil são pertinentes.”

— Sobre o tema, leia também:

Festival de Cinema de Alter do Chão: um começo que não deve ter fim. Por Raimunda Monteiro

Festival de Cinema em Alter do Chão terá mega estrutura; exibição de filmes será grátis

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