Jeso Carneiro

Bolsonaro é o candidato dos descerebrados, por Jota Ninos

Bolsonaro é o candidato dos descerebrados, por Jota Ninos, bolsonaro em Medicilândia
Outdoor erguido por simpatizantes de Bolsonaro na cidade de Medicilândia (PA)

por Jota Ninos (*)

A maior certeza que eu tenho dessa campanha é que a candidatura do Bolsonaro vai murchar assim que começarem os programas eleitorais.

Nem esquerda e nem direita querem ele.

Quem hoje dá crédito (e pontos na pesquisa) a esse troglodita sem propostas concretas e apenas um discurso de ódio, são:

1) pessoas que odeiam a política, mas sempre venderam seu voto por qualquer merreca;

2) descerebrados que nunca se antenaram em notícias, ao ponto de desconhecerem o que se passou no Brasil nos últimos 50 anos;

3) jovens alienados que adoram ouvir um arrocha, se dizem evangélicos e acham que a segurança é ter uma arma na mão;

4) mulheres que acham normal ser objeto de desejo dos homens e que só sabem balançar a bunda;

5) gente que não estuda e vive pendurada nas redes sociais e no zap, mandando bom dia e compartilhando fake news ou assistindo BBB.

Enfim, são brasileiros que vivem num mundo surreal e que aceitam o discurso de um cara vazio, que cresce exatamente neste nicho com pouco ou nenhum discernimento do que é a vida.

Da mesma forma que cresceu, Bolsonaro vai encolher quando forem definidas todas as candidaturas, de direita e de esquerda.

A maioria de seu público migrará pra uma candidatura de direita tipo Alckimin, Huck, Dória, Álvaro Dias ou qualquer outro nome que surja nesse campo, com uma boa coligação, uma campanha prometendo um novo país, e propostas concretas (mesmo que falsas). Coisa que Bolsonaro não terá para apresentar.

Portanto, para mim Bolsonaro é apenas uma cortina de fumaça que se dissipará, à medida que o mais descerebrado de seus eleitores conseguir juntar lé com cré, e descobrir que por trás de toda sua bazófia e arrogância há um cara vazio.

Se Bolsonaro conseguir chegar em quinto lugar nessa disputa, já acho uma grande vitória para ele.

O bom dele ser presidente é que depois da derrota cairá no esquecimento, sem mandato e sem espaço pra vociferar suas babaquices.

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* É jornalista

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