por Sérgio Freire (*)
Ciúme é um agrotóxico no jardim do afeto: pode até aparentar não ter bichos, mas ele é o próprio bicho. Ciúme bom é o do zelo, o tranquilo, o do cuidado, o do ‘estou prestando atenção em ti porque me importo’.
Ciúme bom é o que consegue rir da vã tentativa dos outros de tentar beliscar o que é aparenta ser nosso e nem é.
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Avesso.
O amor maduro faz do ciúme um atestado de afeto, não uma causa de tormento. O amor maduro não faz do ciúme uma arma contra o outro, o oprimindo, o constrangendo.
Para o amor maduro, o ciúme não passa de um recado contínuo de que aqui, o nosso colo, é o melhor lugar do parceiro.
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* Amazonense, é escritor, professor doutor e tradutor. Além de blogueiro. É o novo colaborador do blog.