Jeso Carneiro

Presidente da Acorjuve vai disputar 6º mandato com armário abarrotado de esqueletos

Presidente da Acorjuve vai disputar 6º mandato com armário abarrotado de esqueletos
Gerdeonor Pereira, presidente: candidato ao sexto mandato da rica Acorjuve. Foto: Reprodução

Presidente quase-vitalício da milionária Acorjuve (Associação das Comunidade da Região de Juruti Velho), Gerdeonor Pereira vai disputar outra eleição para dirigir a entidade. Se vencer, será o sexto mandato consecutivo – 18 anos. Nenhuma outra pessoa, a não ser ele, presidiu a associação.

É o favorito da disputa, apesar da enorme quantidade de esqueletos no armário da Acorjuve que ele vem estocando ao longo dessas quase duas décadas como gestor.

Um dos mais recentes é o da execução e penhora, por ordem judicial, da área de terras e benfeitorias na Vila Muirapinima, bairro do Alegre, onde está localizada a sede da associação.

Motivo: dívida de impostos não pagas pela Acorjuve ao município de Juruti que somam mais de meio milhão de reais, valor calculado em novembro do ano passado.

Há uma penca de outros esqueletos, inclusive o do calote que Gerdeonor aplicou no fotógrafo Vanildo Maia Pinheiro, de quase R$ 320 mil e que virou cobrança judicial que chegou a envolver até a Alcoa.

Na eleição de 2020, Gerdeonor disputou a Prefeitura de Juruti pelo PSOL. Conseguiu 2.810 votos, pouco mais de 10% dos que foram às urnas. Lucídia Batista (MDB), eleita para o cargo, teve 13.463 votos.

Desde que a Alcoa, em 2009, depositou o primeiro pagamento, por participação nos resultados da lavra de bauxita em Juruti, até março de 2019, caíram na conta da Acorjuve R$ 55,6 milhões. Hoje, a estimativa é de que a associação já recebeu em royalties mais de R$ 64 milhões.

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