Jeso Carneiro

TRE anula sentença que absolveu Chico Alfaia de trocar voto por cirurgia de laqueadura

TRE anula sentença que absolveu Chico Alfaia de trocar voto por cirurgia de laqueadura, Isomar Barros e Chico Alfaia, Óbidos
Isomar e Alfaia, acusados de crime eleitoral na campanha de 2016

À unanimidade, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Pará anulou a sentença proferida em 1ª instância que absolveu o prefeito e vice-prefeito de Óbidos, Chico Alfaia (PR) e Isomar Barros (PCdoB), respectivamente, de suposto crime eleitoral praticado nas eleições municipais de 2016.

O julgamento foi realizado hoje, 10.

A AIJE (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) foi ajuizada pela coligação capitaneada pelo PMDB.

A juíza Karise Assad, no início de 2017, julgou improcedente a ação. A coligação “Trabalho, Experiência para Óbidos Crescer” recorreu da decisão da magistrada e, no TRE, sustentou com provas que Alfaia e Isomar teriam praticado crime de captação ilícita de votos.

Prefeito e vice eleitos, segundo o PMDB, teriam prometido cirurgia de laqueadura de trompas ao eleitor José Silva Dolzane, o Zequinha, em troca de seu voto e dos de sua família.

A cirurgia teria sido feita em Sione Barroso Belchior, nora de Zequinha, no Hospital Santa Casa de Óbidos pelo médico Cleo dos Santos Neves.

A coligação do PMDB alegou a invalidade da sentença porque a causa foi julgada antecipadamente e sob o fundamento de ausência de
provas robustas, sem realizar a instrução processual para o interrogatório de testemunhas arroladas pelas partes, sem exame da gravação de áudio e de inquérito policial instaurado para investigar os mesmos fatos.

O Ministério Público Eleitoral acatou essa tese e pediu a “invalidação da sentença” da juíza Karise Assad.

Hoje de manhã, o plenário do TRE decidiu anular a sentença, determinando o retorno do processo à comarca de Óbidos afim de testemunhas sejam ouvidas, conforme instrução que rege casos como esse.

Se for constado o crime eleitoral, com condenação dos réus em primeira e segunda instâncias, Chico Alfaia e Isomar Barros podem ter o mandato cassado. Além de ter os direitos políticos suspensos por 8 anos.

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