
Cassada pela Câmara de Vereadores de Oriximiná (PA), o ex-prefeito e delegado licenciado Willian Fonseca (PRTB), 35 anos, se reapresentou à Polícia Civil do Pará e estará de volta ao trabalho na instituição no início do próximo ano.
O portal JC apurou que a representação do baiano formado em Direito pela Ufam (Universidade Federal do Amazonas) em 2015 ocorreu em Belém há poucos dias.
Neste mês de dezembro, o delegado eleito prefeito de Oriximiná em 2020, por pouco mais de 100 votos do segundo colocado, Ângelo Ferrari (PTB), gozará férias vencidas. Voltará à ativa em janeiro.
A cidade em que Fonseca será lotado ainda não foi definida pela PCPA. É improvável, segundo uma fonte, que ele retorne a Oriximiná.
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O delegado foi sucedido no cargo pelo vice-prefeito eleito, Argemiro Diniz Filho, o Argemirinho.
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) rejeitou o pedido de suspensão da liminar da desembargadora Luzia Nadja do Nascimento, do TJPA (Tribunal de Justiça do Pará) que ratificou os atos da Câmara de Vereadores de cassação e de inelegibilidade por 8 anos de Willian Fonseca, por crime de responsabilidade.
Ele contratou, sem concurso público ou PSS (Processo Seletivo Simplificado), cerca de 1.500 servidores temporários entre os meses de janeiro e junho deste ano.
Passo a passo da cassação do ex-prefeito: ano 2021
» 09 de agosto.
O cidadão (ex-vereador) Zequinha Calderaro Filho protocola na Câmara de Vereadores de Oriximiná pedido de cassação do prefeito Willian Fonseca (PRTB) por crime de responsabilidade (infração político-administrativa) no exercício do cargo.
» 10 de agosto.
Por 10 votos a 4, a Câmara de Oriximiná recebe a denúncia, com pedido de cassação, do prefeito Willian Fonseca protocolada na Casa por Calderaro Filho. E, na mesma sessão, escolhe os membros da comissão processante – Marta Godinho (presidente), Mauro Wanzeler (relator) e Deybson Rasch (membro).
» 19 de outubro.
Concluído e votado o parecer final da comissão processante da Câmara. Por 2 votos 1, é proposto a cassação de Willian Fonseca pelo crime elencado na denúncia de Calderaro Filho.
» 22 de outubro.
Em sessão transmitida ao vivo em rede social (Facebook), a Câmara de Oriximiná cassa o mandato do prefeito por 10 votos (maioria qualificada de 2/3) e o pune com inelegibilidade de 8 anos pela contratação irregular de quase 1.500 servidores temporários sem concurso público ou PSS.
» 26 de outubro.
O juiz Wallace Carneiro de Sousa, de Oriximiná, suspende os atos de cassação de William Fonseca e posse de Argemiro Diniz Filho praticados pela Câmara de Vereadores. O prefeito eleito retorna ao cargo.
» 03 de novembro.
Luzia Nadja Guimarães, desembargadora da 2ª Turma de Direito Público do TJ do Pará, derruba a liminar de 1ª instância e, pela segunda vez, Willian Fonseca é obrigado a deixar o cargo. Argemiro o substitui e permanece no cargo até hoje.
» 03 de novembro.
A defesa de Fonseca recorre ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), mas o ministro presidente da corte em Brasília (DF) rejeita o pedido de suspensão da liminar da relatora do caso no TJPA.
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