Do jornalista, professor doutor Manuel Dutra, sobre o post Tucano fatura em Belém com “não” do plebiscito:
É sintomático que essa notícia, da forma como saiu, tenha sido publicada no blog do Paulo Bemerguy, um jornalista nascido em Santarém e adversário da criação do Estado do Tapajós.
O governador Simão Jatene passou a campanha do primeiro turno e agora do segundo, zombando dos 95% dos eleitores do Oeste e do Sul do Pará que votaram no SIM por ocasião do plebiscito.
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Digo Jatene porque ele é o principal cabo eleitoral do Zenaldo Coutinho. O segundo é o Edmilson Rodrigues, vira-casaca que saiu do PT e pensou que, no PSOL, levaria de cambulhada o eleitorado que, equivocadamente, o elegeu duas vezes para prefeito de Belém.
Aliás, o Edmilson estaria se preparando para deixar o PSOL para “fundar” outro partido com a Marina Silva, que apoia atualmente a sua candidatura.
No dia 28 de setembro eu abordei no meu blog essa questão da mistura do plebiscito com a presente eleição municipal em Belém. E disse que os apoiadores do Zenaldo estavam faltando com o respeito aos “paraenses” que votaram maciçamente pela separação. E até sugeri que, caso eleito, Zenaldo possa criar um programa do tipo “Cidades Amigas”, envolvendo Belém, Marabá e Santarém.
A campanha do Zenaldo está sendo empurrada não pela “liderança” dele contra o Tapajós e Carajás no plebiscito, mas por duas razões: 1) o peso da máquina do governo do Estado em favor de sua candidatura, com o governador empenhado até à medula na campanha, prometendo o céu a quem vive no inferno; e 2) ao desempenho da candidatura “esquerdista” do Edmilson, isolado e com saudade dos tempos da “Cidade Criança” em que transformou Belém no passado, quando quis encarar o Lula e sair candidato a presidente, rsrs.
Mas é verdade que Jatene/Zenaldo estão trazendo de volta um tema que os partidários do NÂO nem querem ouvir. E parece que os separatistas não estão aproveitando o momento para reavivar a luta. Aliás, Marabá elegeu João Salame, líder separatista. Já Santarém, contraditoriamente, elegeu um amigo e dependente (para dizer o mínimo) dos adversários do Tapajós.
