Jeso Carneiro

Leitor enaltece oposição democrática da “Veja”

Professor, Romy Eduardo de Castro comenta o post Criador da “Veja” morre em SP aos 76 anos:

Sou leitor da Revista Veja e de outros periódicos e não me sinto manipulado. Ainda sou adepto da “lógica do controle remoto”, princípio de todas as melhores democracias do mundo. “Se eu não gosto, troco de canal”.

A perseguição a quem não pensa como a esquerda raivosa também é perigosa e preocupante. Quem lê veja ou assiste à Globo pode concordar ou não com as ideias e opiniões ali manifestadas, mas nem de longe é alienado, golpista, invejoso ou algo do tipo.

Criminalizar porque se critica também é rechaçar princípios democráticos fundamentais na construção do país que queremos. Não fosse Veja e outras publicações, quem faria oposição hoje no Brasil? Ou não devemos ter oposição aos governos? Ou nos parece interessante o que o governo argentino quer fazer com a sua imprensa? Ou a liberdade é unilateral?

Se a revista é ruim, uma porcaria, não se deve ler! A mim parece fácil assim. Ou então deve-se buscar o amparo da lei, da justiça. Os ofendidos e injuriados possuem os mecanismos para exigir os seus direitos, a reparação, a garantia da verdade.

Os leitores de Veja não são os idiotas que muitos intelectuais e acadêmicos fazem questão de identificar. Não são, em sua enorme maioria, neoliberais, doutrinados, enganados, golpistas, direitistas e outros epítetos que inflamam qualquer tipo de discurso.

Buscam informação e entretenimento e fazem com eles o que bem entendem – mesmo que a patrulha ideológica da esquerda já tenha dado destino que lhe convém ao conteúdo deste e de outros periódicos que julgam da “imprensa PIG”.

O contraponto ainda é a melhor maneira de se armar a defesa de uma ideia. Se eu conheço o que pensa quem discorda de mim, mas fácil será refutar o que ele diz.

Faz parte do jogo democrático, ou não?

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