Criador da “Veja” morre em SP aos 76 anos

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Roberto Civita
Roberto Civita: falência múltipla de órgãos
Folha de S. Paulo

O empresário Roberto Civita morreu ontem em São Paulo aos 76 anos, devido à falência de múltiplos órgãos.

De origem italiana, era presidente do Grupo Abril, uma das maiores empresas de comunicação no país, e editor da “Veja”, a maior revista semanal do país.

Era também diretor editorial da Abril S.A., com 9.000 funcionários e faturamento de R$ 2,98 bilhões em 2012, da qual faz parte a Editora Abril. Fundada em 1950 pelo pai de Roberto, a editora publica 52 títulos, entre eles as revistas “Exame”, “Claudia”, “Playboy” e “Quatro Rodas”.

Em entrevista ao jornal “Valor Econômico” em 2012, ao falar sobre as reações fortes provocadas pela “Veja”, revista que com o passar dos anos se tornou mais assertiva e polêmica em suas posições editoriais, Roberto Civita defendeu o título.

“Se você não está gerando reações fortes, está fazendo algo errado. Não acredito em imprensa que quer agradar a todo mundo. Por que você faz uma revista? Só para ganhar dinheiro? Eu acho que vem junto uma responsabilidade. Eu falo isso há 50 anos… Para todo mundo. Para os meus filhos. Eles não gostam, mas eu falo. Se você não quer ter a responsabilidade, vai fazer álcool, vai plantar batata.”

Leia mais em Roberto Civita morre em São Paulo aos 76.


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13 Responses to Criador da “Veja” morre em SP aos 76 anos

  • Enquanto a sociedade brasileira , aí incluída a própria da Dilma lamenta a morte desse cidadão , a turma do mensalão , os pétralhas e outros que se vêem envolvidos em escândalos neste Brasil e alguns anacefalos aqui do blog praguejam e comemoram o seu falecimento .

    A quem interessa calar a impressa livre brasileira ?

  • Sou leitor da Revista Veja e de outros periódicos e não me sinto manipulado. Ainda sou adepto da “lógica do controle remoto”, princípio de todas as melhores democracias do mundo. “Se eu não gosto, troco de canal”. A perseguição a quem não pensa como a esquerda raivosa também é perigosa e preocupante. Quem lê veja ou assiste à Globo pode concordar ou não com as ideias e opiniões ali manifestadas, mas nem de longe é alienado, golpista, invejoso ou algo do tipo.
    Criminalizar porque se critica também é rechaçar princípios democráticos fundamentais na construção do país que queremos. Não fosse Veja e outras publicações, quem faria oposição hoje no Brasil? Ou não devemos ter oposição aos governos? Ou nos parece interessante o que o governo argentino quer fazer com a sua imprensa? Ou a liberdade é unilateral?
    Se a revista é ruim, uma porcaria, não se deve ler! A mim parece fácil assim. Ou então deve-se buscar o amparo da lei, da justiça. Os ofendidos e injuriados possuem os mecanismos para exigir os seus direitos, a reparação, a garantia da verdade.
    Os leitores de Veja não são os idiotas que muitos intelectuais e acadêmicos fazem questão de identificar. Não são, em sua enorme maioria, neoliberais, doutrinados, enganados, golpistas, direitistas e outros epítetos que inflamam qualquer tipo de discurso. Buscam informação e entretenimento e fazem com eles o que bem entendem – mesmo que a patrulha ideológica da esquerda já tenha dado destino que lhe convém ao conteúdo deste e de outros periódicos que julgam da “imprensa PIG”.
    O contraponto ainda é a melhor maneira de se armar a defesa de uma ideia. Se eu conheço o que pensa quem discorda de mim, mas fácil será refutar o que ele diz.
    Faz parte do jogo democrático, ou não?

    1. Nobre Romy, Quando Mino Carta, gestou A Veja, era para ser um veículo capaz de informar de forma independente, uma nação que vivia na escuridão da ditadura militar, onde era proibido ler qualquer autor que levasse o povo a pensar, sob pena de ser considerado subversivo, então era cassado e torturado pelo regime. Uma época onde jornais publicavam receitas onde deveriam haver colunas de renomados jornalistas que eram censurados pelos milicos. Quando alguem fala mal de Veja, é pelo papel que ela assumiu na ultima década, de apenas perseguir os governos PTistas, porque então A revista não denunciou e mostrou que eram os Colos de Melo, porque não veio a baila a corrupção do governo de FHC. Meu caro Romy ter como fonte de informação veiculos que adotam a mesma pauta de seus editoriais, vai gerar uma idéia unísona, não subsidia para que haja um senso crítico, o que não é o seu caso mas da maioria dos leitores de Veja, onde estão encastelados uma pseudo classe média brasileira, como sei que sois um bom mestre, já deves conhecer a revista Carta Capital, e muitos blog de jornalistas independentes, como de lucio Flavio Pinto. A propósito ainda Leio Veja. Boa Leitura.

  • O inferno em festa! Civita, Mesquita e Marinho. Só falta o Frias, para completar o quarteto do PIG.

  • Tucanos, Dem, STF e Daniel Dantas devem estar de luto hoje. De qualquer forma, que Deus o tenha.

  • Já vai tarde. devias levar sepultado contigo todos que fazem da inVEJA a pior revista do Brasil.

  • O criador da inVeja foi o Mino Carta. O Civita fez dela a grande percaria que é hoje, mas não criou…

    1. Em parte tens razão, Rodrigo. A criação é do Mino e a materialização financeira, do Civita.

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