Jeso Carneiro

Pai defende “estágio” da filha no SUS

Professor e leitor do blog, Romy Eduardo Castro comenta o post “Mais Médicos” tem aprovação de 78%:

Minha filha faz medicina e concorda que os médicos recém-formados devam vivenciar a realidade do SUS, dos mais carentes, para humanizarem-se e devolverem à sociedade o investimento que esta fez nesses acadêmicos – no caso das universidades públicas.

No pouco tempo em que vive essa graduação, ela já se entristeceu várias vezes com a situação das pessoas mais humildes, que não sabem, sequer, dizer o que sentem, e não têm a atenção necessária para pelo menos dar alguma esperança às suas patologias.

No entanto, quero lembrar que essa não é uma obrigação só dos médicos. Vivenciar a realidade que está ao seu redor deveria ser uma obrigação de todos os recém-formados das universidades federais e estaduais.

Professores saídos da academia poderiam diminuir o analfabetismo de nosso país; nutricionistas, as carências alimentares; engenheiros civis, o déficit habitacional; odontólogos, o número de cáries e de desdentados; enfermeiros, a falha no primeiro atendimento de saúde…

A discussão não pode, no entanto, ganhar o viés ideológico ou partidário que tem mostrado. Se for bom para o país e para o formado, isso não pode ser visto como castigo ou imposição do Estado. No mínimo, pode-se abrir um debate – o que já justificaria tantos extremismos.

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