Professor e leitor do blog, Romy Eduardo Castro comenta o post “Mais Médicos” tem aprovação de 78%:
Minha filha faz medicina e concorda que os médicos recém-formados devam vivenciar a realidade do SUS, dos mais carentes, para humanizarem-se e devolverem à sociedade o investimento que esta fez nesses acadêmicos – no caso das universidades públicas.
No pouco tempo em que vive essa graduação, ela já se entristeceu várias vezes com a situação das pessoas mais humildes, que não sabem, sequer, dizer o que sentem, e não têm a atenção necessária para pelo menos dar alguma esperança às suas patologias.
No entanto, quero lembrar que essa não é uma obrigação só dos médicos. Vivenciar a realidade que está ao seu redor deveria ser uma obrigação de todos os recém-formados das universidades federais e estaduais.
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Professores saídos da academia poderiam diminuir o analfabetismo de nosso país; nutricionistas, as carências alimentares; engenheiros civis, o déficit habitacional; odontólogos, o número de cáries e de desdentados; enfermeiros, a falha no primeiro atendimento de saúde…
A discussão não pode, no entanto, ganhar o viés ideológico ou partidário que tem mostrado. Se for bom para o país e para o formado, isso não pode ser visto como castigo ou imposição do Estado. No mínimo, pode-se abrir um debate – o que já justificaria tantos extremismos.
Fico imaginando algumas pessoas como se comportariam em estado de guera, sem comida, sem agua e sem lugar para dormir.
As pessoas falam em ferir a Liberdade eu falo de EGOISMO.
É assim que a nossa excelentíssima sra PresidentA está querendo resolver o problema da saúde pública no país! Foi uma ideia genial lançar a proposta de “estágio obrigatório” no SUS por 2 anos para os médicos recém formados… Se “espontaneamente” muitos já não fazem o que deveriam e tratam os pacientes como lixo, imaginem sendo OBRIGADOS!…
Mas foi um golpe de mestrA!
Assim elA resolve muitos problemas de uma só vez, pois com a CARNIFICINA que será se isso acontecer, o Governo economiza em campanhas, salários, investimentos em novos hospitais, leitos, medicamentos etc etc etc… Pois pra enterrar, é só usar um buraco no chão, que custa bem pouco!!!
Jeso não vi “conteúdo” li nos comentários os “ensaios sobre a cegueira”.
Romy, para a sua filha…plac…plac…plac.
Excelente linkagem a tua, Telma.
Isso porque a filha dele nao vai ser atingida pela medida antidemocratica dos petistas pois so atingira os que ingressarem em 2015.Quero ver quando ela se formar se vai trabalhar em lugares inospitos ainda mais com o salario que o SUS paga hoje .Deixe de demagogia ´professor.
Pior é saber que diante da falta de capacidade para discutir algo tão série e pertinente, a opção seja pela ofensa, pelo anonimato ou pelo “e você o que faz?”. Dessa forma, a imposição do governo deixa de ter contrapontos e passa a ter manifestações raivosas. Sou professor, me orgulho disso e todos os dias tento mudar a realidade das pessoas, nas escolas públicas e particulares, ganhando meu salário com honestidade e respeito aos meus alunos. Ninguém deve pedir a conta para trabalhar sem ganhar salário – eu nunca propus isso. Quero apenas um debate esclarecedor – sem violências ou ofensas. Se não der para ser assim… paciência.
Procedo da seguinte forma aqui no Blog do Jeso: se não gosto de determinados leitores e seus contrapontos, ignoro-os.Muito do meu comentário é um apanhado que faço de opiniões de pessoas abalizadas e conhecedoras do assunto, enxerto algo que penso.Quem sou e o que faço, só me interessa . Como anônimo procuro não agredir a ninguém, obrigatoriedade de apoiar programas ( tem um escopo social super relevante , necessita de ajustes)de cunho eleitoreiro, abomino-as.O auto elogio não é salutar.
“Canto de Ossanha”( Vinicius de Moraes) :
O homem que diz “sou ”
Não é
Porque quem é mesmo “é”
Nao sou.
Realmente , excelente o romance de José Saramago: Ensaios sôbre a Cegueira.Felizmente nosso Blog é riquissimo de leitores eruditos.Alegremo-nos, pois!
Como cidadão , penso que as medidas anunciadas pelo governo no que concerne ao atendimento à saúde, mormente aos mais carentes( periferia e rincões brasileiros) deveriam ser lapidadas, aprimoradas em consonância com as normas vigentes no país, dialogando com as entidades médicas e sociedade, tudo que nos infligem do pico da pirâmide à base, soa-nos como prepotência de regimes ditatoriais.Algumas opiniões ( já foram aventadas por entendidos no assunto) e que as considero relevantes: recém- formados prestando serviço de dois anos SOB SUPERVISÃO COMPULSÓRIA DE DOCENTES COM MESTRADO OU DOUTORADO ( brasileiros ou estrangeiros), é perigoso deixar o estagiário praticando Medicina sem acompanhamento de um preceptor.Que o SUS dê condições técnicas para que o “aluno” tenha um aprendizado profícuo.Caso contrário, nossos pacientes do SUS serão cobais para nossos aprendizes na prática Médica.Quanto ao programa de mais Médicos, contratados pelo Ministério da Saúde, sejam contemplados com um contrato abrangendo tôdas as normas trabalhistas, com férias e décimo terceiro.Da maneira que foi apresentada, deixa o Médico tolhido em suas reivindicações por melhores condições de trabalho e proteção laborial.Quanto aos Médicos Estrangeiros, cumpram as normas do Conselho Federal de Medicina e sejam tratados com os mesmos direitos dispensados aos brasileiros.A Medicina brasileira é admirada e respeitada como uma das mais brilhantes do planeta, precisamos universalizar um atendimento Médico a todos os brasileiros, manobras e condutas com objetivos eleitoreiros são inconsistentes,incoerentes, volúveis.Muito diálogo e clareza nesse momento.
Pelo conteúdo de alguns comentários, caro professor Romy, dá para sentir como é poderoso o lobby dos que, dentro da Medicina, lutam para que o status quo seja inalterado.
Professor, não espere a sua filha se formar daqui a seis anos, faça a sua parte. Peça a sua conta do colegio santa Clara e vá para as comunidades carente..Dê exemplos.
Nem estaríamos ante tamanha tragédia em educação se professor dissesse algo diferente. E se defende isso para própria filha, o que gostaria para os dos outros, acho que será horripilante. A função primordial da educação é produzir um ser livre. Para isso, o que deveria era o Estado garantir para todo formação de qualidade e o mais ráido possível, para que esse fosse trabalhar, gerar imposto para ser bem aplicado e não haver tais carências sociais de forma tão gritante. Isso não impede, e devemos incentivar, especialmente na ação docente, fazendo e não falando, que todo sempre que tiver já o seu pão garantido, carro novo não é pão, doe um pouco do seu saber à sociedade de forma livre e espontaneamente.
Espero que isso não vingue, pois se sua filha ficará até feliz recebendo uma carta do governo para que a mesma se apresente para trabalhar onde essa nunca escolheu, – o meu palpite é que essa acha que tem poder e amigos para, no caso disto, ir onde achar melhor -, isso não é verdade para todo e o bom é que não seja mesmo.
Vejam só, apenas 1 semestre de estudo, esperemos a conclusão dos estudos para pegar o DIPLOMA e tchau classe baixa, tchau SUS, “EU VOU É GANHAR DINHEIRO. QUEM TRABALHA MUITO NÃO TEM TEMPO DE GANHAR DINHEIRO”. Pronto falei.
Esse tal de professor Romy Eduardo só é papo furado, quero que ele me responda quantos projetos ele tem para acabar com o analfabetismo em Santarém. O cara fala muito e não ajuda em nada. Perguntar não ofende.
Paulo, conheço o professor Romy e posso atestar, ser ele um professor motivado e muito bem preparado, desses professores que fazem valer a pena ser estudante e que sempre que necessário doa o pouco tempo de tem de folga, pois precisa de muitos empregos e de muitas horas aula para sustentar sua família, para ajudar estudantes que precisam de um reforço escolar. E perguntara ofende quando é feito da maneira que vc vez., fazendo um julgamento pricipitado, dá proxima vez dê sua opinião, participe do debate, mas não ofenda!
Bingo, Américo!!! Parabéns pelo comentário. Ratifico as tuas palavras.
Que defesa brilhante Sr.Romy Eduardo Castro, são de profissionais com a mentalidade de sua filha que precisamos para mudar o mundo. As universidades precisam formar pessoas que façam a diferença com o conhecimento adquirido. Não estejam lá, somente, na busca do tal diploma, sem compromisso social e humanitário. Pais e professores pensando como o senhor são grandes aliados nesse transformação educacional.