Servidora da Justiça do Pará sofre agressão durante visita domiciliar em Santarém

Publicado em por em Justiça, Pará, Santarém, Segurança Pública, sindicalismo

Servidora da Justiça do Pará sofre agressão durante visita domiciliar em Santarém
Unidade do TJPA em Santarém, onde a servidora agredida trabalha. Foto: arquivo JC

Uma servidora do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) foi agredida física e verbalmente em Santarém, no oeste do estado, enquanto realizava um estudo social determinado pela Vara da Infância e Juventude. O caso foi revelado na quarta-feira (11) pelo Sindjur-PA (Sindicato dos Funcionários do Judiciário do Pará).

A assistente social Viviane Rodrigues Pereira cumpria uma diligência domiciliar no início do mês (dia 4), quando foi atacada por uma adolescente de 13 anos, alvo do estudo.

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Segundo o boletim de ocorrência registrado na polícia sobre o caso, a menor desferiu insultos contra a profissional e avançou fisicamente, causando escoriações no antebraço direito da servidora.

A agressão foi contida por familiares da adolescente (irmã, cunhado e madrasta) que estavam presentes no local. O delegado Jaime Paixão, da Polícia Civil, emitiu requisição de perícia ao Centro de Perícias Científicas Renato Chaves para exame de traumatologia e lesão corporal.

Insegurança no Campo

Em depoimento, a servidora relatou um “sentimento de total desproteção” em relação às atividades externas. Viviane Pereira destacou a ausência de protocolos institucionais efetivos que garantam a integridade física das equipes multidisciplinares do TJPA durante visitas domiciliares.

O Sindjur-PA informou que acompanha o desenrolar do caso e disponibilizou assessoria jurídica à servidora. O sindicato reforçou que seguirá cobrando do TJ paraense medidas de segurança adequadas e suporte psicológico para os profissionais que atuam em áreas de risco.

Contexto de Risco

A categoria de assistentes sociais, psicólogos e pedagogos do Judiciário do Pará teve recentemente o reconhecimento do direito ao adicional de risco de vida no novo Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR). O percentual aprovado é de 70%, o mesmo patamar recebido pelos oficiais de justiça, devido à natureza das atividades de campo.

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