Jeso Carneiro

Prefeita: “Promotor agiu com parcialidade”

O blog acaba de entrevistar a prefeita Maria do Carmo (foto), a propósito da ação de improbidade ajuizada pelo MP (Ministério Público) do Pará em Santarém contra ela e o secretário municipal Kássio Portela (Administração).

Maria se disse “surpresa” com a iniciativa tomada pelo promotor Hélio Rubens, autor da ação.

– Ele, no mínimo, poderia me ouvir antes de acionar a Justiça. O promotor deveria abrir um procedimento, para que a outra parte, no caso a Prefeitura de Santarém, fosse ouvida. Ele agiu com parcialidade – criticou a gestora santarena.

A seguir, os principais tópicos da entrevista:

Ação política

Para a prefeita, o promotor Hélio Rubens deveria ter “bom senso” e também ouvi-la antes de entrar com processo contra ela, já que essa ação de improbidade foi quase toda produzida (“90%”) com base em denúncias feitas pelo vereador Erasmo Maia, do DEM, ligado ao grupo do deputado federal Lira Maia, notório adversário político dela. O vereador, segundo a prefeita, tenta a todo o custo, desde o início do mandato dela, fazer vingar pelo menos 1 processo contra ela na Justiça, o que não conseguiu até agora. “O promotor está sendo ludibriado na sua boa fé”, declarou.

Concursados

Maria do Carmo garante que até janeiro de 2011 todos os que foram aprovados “no maior concurso público da história da Prefeitura de Santarém” serão chamados. E isso vem ocorrendo sem atropelos, sem que a legislação trabalhista seja ferida. “Temos, inclusive, um cronograma acertado com a Justiça, supervisionado mensalmente pela doutora Betânia [Pessoa, juíza da 8ª Vará Cível de Santarém]. Estamos cumprindo e vamos cumprir até o fim a nossa parte, garantiu.

Temporários

De acordo com a gestora santarena, não há crime algum em se contratar temporários. Há lei municipal, estadual e federal que ampara a Prefeitura de Santarém a fazer esse tipo de contratação. “Não se pode tratar o temporário, pai de família, como um pária social, integrante de uma sub-raça. Nós não fazemos isso”, declarou, salientando, inclusive, que seu governo vem tendo o cuidado de indicar para a iniciativa privada temporários com bom desempenho no serviço público. “Há de se ter muito cuidado, pois se trata de uma questão social séria”, reforça

Modus operandi

Maria revelou que essa nova ação contra ela tem o mesmo “modus operandi” daquela cujo arquivamento no TJ (Tribunal de Justiça) do Pará foi solicitado pelo próprio MP em outubro passado por inconsistência das denúncias feitas por 4 vereadores, entre os quais, Erasmo Maia. “Acredito mais uma vez que a Justiça será feita”, disse ao blog.

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