Jeso Carneiro

Universidade “condena” porto de Santarém

O porto de Santarém, no Pará, é pequeno e fica dentro da cidade, o que inviabiliza a utilização do local para receber a produção de grãos existentes em Mato Grosso.

A avaliação é do pesquisador do Núcleo de Estudos de Logística e Transporte da UFMT [Universidade Federal de Mato Grosso], Luiz Miguel de Miranda.

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“É como se o porto fosse na Prainha (centro), em Cuiabá”, compara.

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Ele aponta que, para evitar problemas como congestionamentos e falta de espaço, a carga que vai de Cuiabá pela BR-163 e futuramente pela ferrovia, deveria ir até o município de Miritituba, 33 km antes de chegar à Santarém. De lá, a carga deve ir para o porto de Santana.

O pesquisador conta que estão sendo construídos 5 terminais em Miritituba, com capacidade de 2 milhões de toneladas cada, capaz de comportar o que o porto de Santarém não será.

“Não vai dar para entrar com 20 milhões de tonelada dentro de Santarém. A logística está ‘pegando’ e Governo não está mexendo nisso e fica esperando que alguém tenha a solução”, avalia.

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