O porto de Santarém, no Pará, é pequeno e fica dentro da cidade, o que inviabiliza a utilização do local para receber a produção de grãos existentes em Mato Grosso.
A avaliação é do pesquisador do Núcleo de Estudos de Logística e Transporte da UFMT [Universidade Federal de Mato Grosso], Luiz Miguel de Miranda.
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“É como se o porto fosse na Prainha (centro), em Cuiabá”, compara.
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Ele aponta que, para evitar problemas como congestionamentos e falta de espaço, a carga que vai de Cuiabá pela BR-163 e futuramente pela ferrovia, deveria ir até o município de Miritituba, 33 km antes de chegar à Santarém. De lá, a carga deve ir para o porto de Santana.
O pesquisador conta que estão sendo construídos 5 terminais em Miritituba, com capacidade de 2 milhões de toneladas cada, capaz de comportar o que o porto de Santarém não será.
“Não vai dar para entrar com 20 milhões de tonelada dentro de Santarém. A logística está ‘pegando’ e Governo não está mexendo nisso e fica esperando que alguém tenha a solução”, avalia.
Leia mais em Porto de Santarém é pequeno e não suporta cargas e ferrovia dobra valor.
A relação da cidade e o seu porto é uma questão que todos os grandes portos tem, se não vejamos: Rio Grande (RS), Itajaí (SC), Paranaguá (PR), Santos (SP), Vitória (ES), etc. Aliás estas cidades devem seu crescimento aos seus portos.
Porto não é um simples ato de vontade, exige condições especificas. O porto de Santarém chega a um calado de 16 m, sua limitação é de 11,5 m devido a barra norte do rio Amazonas, que é a limitante para todos os portos amazônicos. E seu calado é mantido em condições naturais, não necessitando de obras de dragagem como tantos outros portos precisam. E porto não é fácil de construir (qualquer duvida pergunte para o Eike Batista ou lembrem-se do recente acidente num porto do Amapá).
Quem disse que Santarém Tem porto graneleiro. Existe uma empresa, Cargil, instalada que não suporta a carga e só tambem não tem espaço pra instalação de outras.
Quem está satisfeito com essa informação é o GDA junto com os falsos ambientalistas de Santarém, os vendedores de Cuia Pintadas, os vendedores de Semente de Açai, os vendedores de palha para fazer malocas, os fabricantes de lamparinas, quem sabe se não é eles que estão por de traz disso, pois eles não querem o progresso, ou pode ser desculpa pois os grandes investidores não querem mais investir em Santarém, é por isso que eu digo que a futura capital do estado do Tapajós será ITAITUBA.
Vai ser legal no verão, com filas de balsas encalhadas. Tomara que invistam muiiiito e tenham um prejuízo bem grande, para aprenderem fazer planejamento.
Jeso miritituba fica em frente a Itaituba e não 33 km de santarem
O texto não é meu. Foi linkado, conforme registro no último parágrafo.
É sempre assim, quando querem implantar …, vem com tudo, destruindo até a natureza provocando o impacto ambiental irreversível e ficamos a ver navios. Será que na época da CARGIL, não foi feita a pesquisa e avaliação das VIABILIDADES …; e a logística empresarial ! Construir outro porto marítimo no bairro da Prainha de Santarém. No meu pouco entender, terá que ser feito um estudo da hidrografia no local escolhido, inclusive se a profundidade do rio comporta navios de grande calado ? Claro que não estou incluindo o KNOCK NEVIS, o maior navio do mundo, o Superpetroleiro da Noruega. Mas sim, um caís projetado para quantos anos de escoamento dos GRÃOS MATOGROSSENTE ? Se Santarém se prepara para ser a futura Capital do Tapajós, então, não podemos perder a oportunidade da construção deste FUTURO PORTO MARÍTIMO. O FUTURO NOS ESPERA !!!
Deus te ouça, Jurisprudência 2, Deus te ouça! E que Ele não ouça as “voces clamantes in silva”, que todos os dias incitam o povo a bestamente se revoltar contra as oportunidades de desenvolvimento, progresso, emprego, crescimento que se vislumbram para Santarém e a Tapajônia!
O que certas pessoas dizem livremente na mídia da região é criminoso, porque atenta contra o futuro de nosso futuro estado (um dia seremos livres). Querem que, daqui a 100 anos, nosso povo ainda esteja vivendo de pesca de charutinho e cultivo da mandioca e macaxeira.
Eles têm medo de perder poder para as novas forças políticas e econômicas (e religiosas) que se formarão aqui.
Que venha o desenvolvimento, mas com planejamento e respeito pelo meio ambiente e pelas pessoas. Assim teremos progresso e bem-estar!
Senhores,
O porto de Santarém, no qual se encontra instalado o terminal graneleiro da Cargill foi inaugurado em 1970. Até hoje, já se vão mais de 40 anos. Ao longo desse tempo, a população do município cresceu, aproximadamente, 40%. Esse crescimento ocorreu na área urbana e a verticalização das construções dos bairros centrais é a indicação do adensamento desses espaços.
O terminal graneleiro da Cargill está localizado nesse caldeirão urbano!
Essa área (área da CDP) não serve para a movimentação de navios cargueiros marítimos. Serve e, perfeitamente, às fainas das pequenas embarcações da navegação local e regional: movimentação de passageiros e de pequenas quantidades de cargas.
Há de se perguntar: e qual área seria apropriada para um porto de porte marítimo em Santarém? Resposta: não existe local apropriado na orla fluvial entre os municípios de Prainha e de Belterra.
É necessário ter clareza que o porto está associado à logística de distribuição, à logística de transporte, e não meramente à “existência de boas profundidades”. Outra pergunta: o Mato Grosso tem porto de porte marítimo? Não tem. Mas tem produção e faz uso de uma rede logística de distribuição para continuar a produzir soja.
Esta ” condenação” pode salvar Santarem,pobre Miritituba,pobre Tapajós,pobre Amazônia ainda condenadas.
Ótimo! Estamos “salvos”! E continuaremos no atraso.
Parabéns para ti, e para a todos e todas (daqui, daí, de lá e de acolá) que torcem para que Santarém e a Tapajônia continuem no século XIX!
É preciso dizer os nomes das vozes do atraso, que todos os dias no rádio e na TV pregam que nossa terra continue vivendo de pesca artesanal e cultivo de mandioca?
Antes de pensar em ser a capital Tapajônica e o destino do Porto, deveria começar pelo saneamento e pavimentação da ruas.