
A Justiça decidiu manter a prisão preventiva (ordem de prisão por tempo indeterminado) do empresário Ulisses Leite de Sousa. A definição ocorreu na audiência de custódia, realizada nesta quinta-feira (10).
Ulisses Sousa foi preso na quarta-feira (9) pela Polícia Civil do Pará, sob a acusação de envolvimento no disparo de arma de fogo e nas ameaças de morte à advogada Regiane Furtado Lisboa.
A defesa do empresário pediu a liberdade provisória (autorização para responder ao processo em liberdade) ou a substituição da prisão por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com a vítima.
Os advogados sustentaram que o acusado tem endereço fixo, trabalho lícito e uma filha de 5 anos que depende do seu sustento. Além disso, a defesa afirmou que o réu não tentou fugir e contestou a validade do reconhecimento de voz feito no áudio de ameaça.
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A Justiça do Pará, através do juiz José Goudinho Soares rejeitou os pedidos e manteve a custódia do empresário.
Na decisão, o magistrado explicou que a filha do investigado vive com a mãe, o que afasta o argumento de dependência financeira e de cuidados exclusivos do pai. Ressaltou também que ter residência fixa ou ocupação lícita não garante a soltura automática do réu.
Para a Justiça, a gravidade dos fatos, com tiro em via pública e intimidação direta, exige a manutenção da prisão para a garantia da ordem pública e a proteção da advogada. O uso de tornozeleira foi descartado por ser considerado insuficiente para conter riscos.
Cronologia
O caso começou no dia 10 de agosto. Conforme publicado pelo JC, o carro da advogada foi atingido por um tiro na porta do motorista enquanto estava estacionado perto de uma churrascaria em Santarém.
Logo após o ataque, a profissional recebeu uma mensagem de áudio pelo aplicativo WhatsApp com a voz modificada por computador. O autor chamou o tiro de recado e fez ameaças explícitas.
No dia seguinte, a vítima encontrou um rato morto e sem cabeça na garagem de sua casa. A motivação investigada envolve disputas agrárias no PDS Paraíso, onde a advogada defende os interesses da Associação Aparai.
O processo tramita sob segredo de justiça.
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