Advogada afirma ao JC que áudio com ameaça é manobra para despistar a polícia

Publicado em por em Santarém, Segurança Pública

Advogada afirma ao JC que áudio com ameaça é manobra para despistar a polícia
Regiane Lisboa em entrevista hoje (13/8) ao repórter Valdir Ribeiro. Foto: reprodução/vídeo

A advogada Regiane Lisboa declarou ao JC, nesta quinta-feira (13), que o áudio com ameaças de morte enviado a ela contém uma narrativa falsa, criada propositalmente para desviar o foco das investigações policiais.

A manifestação da vítima traz um novo desdobramento ao caso, indicando que o autor da mensagem tenta criar uma “cortina de fumaça” para proteger os reais interessados na intimidação.

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Com 25 anos de atuação profissional, Regiane esclareceu que nunca defendeu membros de facções criminosas e não milita na área criminal. Seu trabalho é estritamente focado nas áreas previdenciária, agrária e junto a garimpeiros.

A advogada rechaçou as acusações feitas na gravação, garantindo que jamais se envolveu em negócios escusos e que não possui “comparsas”, como sugere o homem no áudio. Para ela, está claro que o objetivo do material é confundir a polícia e esconder a verdadeira motivação e pessoas por trás do atentado.

O ataque e o áudio

O caso ganhou repercussão após o JC noticiar, ontem (12), que o carro da advogada foi alvo de disparos de arma de fogo em Santarém. Além do atentado contra o seu patrimônio, Regiane Lisboa passou a ser alvo de terror psicológico.

Após os tiros, ela recebeu um arquivo no qual um homem, usando um efeito de distorção na voz para não ser identificado, afirma que o ataque ao veículo foi “só um salve” (um aviso). Na gravação, o criminoso faz ameaças diretas à vida da advogada, exige saber o paradeiro do suposto comparsa e cobra um dinheiro que não ficaria “de graça”, alegando já estar ciente da movimentação da dupla.

Investigações

As autoridades de segurança pública continuam apurando o caso para identificar a origem do áudio e esclarecer a motivação do crime.

Até o momento, porém, o suposto mandante e executor do atentado ainda não foram presos pela Polícia Civil do Pará.

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