O juiz Érico Pinheiro, da 2ª Vara Federal em Santarém, indeferiu o pedido da defesa de André Suleiman, um dos réus da Madeira Limpa na Justiça, para que fosse revogasse a decisão que o obrigou a usar tornozeleira eletrônica desde que deixou a prisão.
A decisão foi proferida na sexta-feira, 14.
“O réu não apresenta fatos novos aptos a ensejar o posicionamento do juízo quanto à necessidade da medida [retirada da tornozeleira]”, justificou o magistrado.
“O acusado permaneceu foragido por considerável período quando vigente a ordem de sua prisão preventiva, razão pela qual a medida imposta é essencial para se assegurar a aplicação da lei penal.”
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André Suleiman é um dos poucos réus que tem seus passos monitorados 24h pela Justiça por conta da tornozeleira.
A operação Madeira Limpa foi deflagrada em agosto de 2015, pela Polícia Federal, numa ação conjunta com o MPF (Ministério Público Federal).
Os envolvidos são acusados de 9 crimes: estelionato, falsidade ideológica, receptação ilegal, corrupção passiva e ativa, apresentação de documentos falsos, violação de sigilo profissional, advocacia administrativa e crimes ambientais.
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