Na revista Época
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (23) absolver os sete réus do mensalão que receberam cinco votos para condenação e cinco para absolvição.
O deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), Jacinto Lamas, ex-tesoureiro do PL, e Vinícius Samarane, atual vice-presidente do Banco Rural, foram absolvidos do crime de formação de quadrilha.
O ex-ministro Anderson Adauto e os ex-deputados Paulo Rocha (PT-PA – foto), José Borba (ex-PMDB-PA) e João Magno (PT-MG) foram absolvidos do crime de lavagem de dinheiro.
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O presidente do STF, Carlos Ayres Britto, disse que por causa da presunção de inocência, prevista na Constituição, os réus devem ser absolvidos em caso de dúvidas.
O plenário do Supremo é composto por 11 ministros, mas como Cezar Peluso se aposentou durante o processo, no final de agosto, o julgamento do mensalão foi quase todo conduzido por dez ministros. O STF analisou denúncia por denúncia e registrou empate em sete casos.
Britto consultou os ministros sobre a decisão de absolver esses réus, em vez de analisá-los novamente e dar o “voto de minerva”. O ministro Marco Aurélio Mello foi o único que discordou da absolvição direta em caso de empate.
Leia mais em Supremo absolve sete réus que tiveram votação empatada.
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