por Jeso Carneiro (*)
Fernanda, Pâmela e Soraia foram algumas das que ocuparam um dos cargos de DAS (Direção e Assessoramento Superior) — ou seja, de livre nomeação – disponível na Regional da Sespa, a secretaria estadual de Saúde do Pará, em Santarém, oeste do estado.
No total, só neste ano, 5 – todas mulheres – já passaram por lá.
A nova “Assistente de Centro Regional de Saúde”, Patrícia Morais, foi nomeada na segunda-feira (21), com portaria assinada pela chefe da Casa Civil, Parsifal de Jesus Pontes e publicada no dia seguinte no DOE (Diário Oficial do Estado).
— ARTIGOS RELACIONADOS
Não se sabe quanto tempo Patrícia permanecerá na função, com salário em torno de R$ 2,3 mil. Isto por conta da alta rotatividade que o cargo adquiriu desde quando o governador Helder Barbalho (MDB) assumiu o comando do Executivo paraense, em janeiro deste ano.
A primeira assistente nomeada pelo novo governo foi Fernanda Almeida de Andrade. Em abril. Apareceu no órgão 1 dia, e depois sumiu.
Ela é assistente social e reside em Uruará. Foi indicada pelo deputado estadual Eraldo Pimenta (MDB). 13 dias depois, a nomeação foi “tornada sem efeito”.
1ª nomeação: Fernanda
Eraldo Pimenta então buscou uma aliada em outra cidade (Rurópolis) para vaga em aberto: Pâmela, ligada à família Genuíno, que já elegeu pai (Zé Paulo) e filho (Pablo) prefeitos do município.
Pâmela Glayanne Gomes Genuíno passou mais tempo no cargo — 1 mês. Logo depois sumiu. Entrou no final de abril (24) e foi exonerada em julho (dia 12), quando nomearam Soraia Ordones.
2ª e 3ª nomeações: Pâmela e Soraia
Soraia, conforme o Blog do Jeso apurou, nunca apareceu no 9ª Centro Regional de Saúde/Sespa, para bater ponto.
Em setembro, 2 meses depois, o governo reagiu. Tornou sem efeito a nomeação de Ordones, a sumida, e nomeou para vaga uma servidora efetiva, Adriana Almeida.
4ª nomeação: Adriana
Com Adriana, imaginou-se o fim do problema. Que nada. Ainda em setembro, foi publicada nova portaria para o cargo, desta vez em nome de Mayane Morais. Outra que nunca também apareceu no trabalho. Na segunda-feira (21), saiu a sua exoneração.
No mesmo dia, o governo Helder escalou outra Morais, Patrícia, a sexta ocupante do cargo, para o qual há hoje duas pessoas nomeadas.
5ª e 6ª nomeações: Mayane e Patrícia
Sobre Mayane, a Sespa garante que ela não chegou a receber nenhum salário, pois entrou “no dia 30 de setembro e foi exonerada no dia 22 de outubro, portanto, não ingressou na folha de pagamento”.
“É um absurdo”, diz uma servidora da Regional da Sespa ao blog. “São 6 pessoas nomeadas num intervalo de 7 meses. É brincadeira. Trata-se de um cargo de muita relevância no órgão”.
— LEIA também: Documento expõe situação caótica da Regional da Sespa em Santarém; leia a íntegra