
Juiz plantonista de Santarém (PA), Claytoney Passos Ferreira decretou na tarde desta sexta-feira (20) a prisão preventiva do policial penal Renato Matos Parente, de 30 anos, suspeito de assassinar a companheira, Caroline Fontineli Trinca, de 26 anos.
Como o policial se encontra internado em estado gravíssimo no hospital, após atirar contra a própria cabeça, o juiz determinou que o mandado de prisão seja cumprido tão logo haja a alta médica.
A decretação da prisão foi fundamentada na necessidade de garantia da ordem pública. A atitude do acusado, segundo Claytoney Ferreira, “revela elevado grau de periculosidade, evidenciado pelo modus operandi empregado, consistente no uso de arma de fogo em contexto de violência doméstica”.
O magistrado destacou, ainda, que o ato foi praticado “após discussão motivada por ciúmes, demonstrando comportamento possessivo e agressivo, o que extrapola a gravidade abstrata do delito”.
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Eventual alta
Devido ao estado clínico de Renato, o juiz estabeleceu diretrizes rígidas para o acompanhamento do caso junto à unidade de saúde – HMS (Hospital Municipal de Santarém).
O hospital foi oficiado para que informe a Justiça “acerca de eventual alta, bem como para que adote as providências necessárias à preservação da custódia, se cabível”, mantendo a devida comunicação técnica ao longo do período de internação.
O juiz considerou “inadequadas e insuficientes as medidas cautelares diversas da prisão” para este caso.
Casal tem uma filha de 5 anos
O crime que originou o mandado ocorreu na madrugada de quinta-feira (19), próximo a um viaduto em Santarém. A Polícia Militar do Pará, ao atender o que inicialmente parecia ser uma ocorrência de trânsito, encontrou a vítima morta no banco do passageiro de um veículo com um tiro na cabeça.
No banco do motorista, o suspeito apresentava um ferimento semelhante, configurando a suspeita de que atirou em si mesmo após o homicídio.
Renato foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao Hospital Municipal de Santarém (HMS), onde permanece na sala de estabilização sob cuidados de uma equipe multiprofissional. O casal possuía uma filha de 5 anos.
Atualmente, as investigações da Polícia Civil e o andamento processual do caso correm sob segredo de justiça.
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