Jeso Carneiro

Justiça Federal torna réus acusados de fraudar eleição do Crea no Pará

Justiça Federal torna réus acusados de fraudar eleição do Crea no Pará

A Justiça Federal aceitou a denúncia contra duas pessoas acusadas pelo Ministério Público Federal (MPF) de fraudar a eleição de 2024 do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Pará (Crea-PA). Com a decisão, os envolvidos — um funcionário do órgão e uma candidata ao cargo de conselheira federal suplente — passam a responder formalmente ao processo e foram suspensos de suas funções públicas.

Os nomes dos réus não foi revelado.

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Como funcionava o esquema

De acordo com a acusação, o funcionário utilizou seu cargo de chefe do Setor de Tecnologia da Informação para alterar, de forma irregular, os números de celular cadastrados de vários profissionais no sistema do Crea-PA.

A investigação aponta que a adulteração permitiu à candidata recuperar as senhas de acesso desses eleitores. No dia da eleição, ela teria votado no lugar dos profissionais diretamente de sua casa.

As provas e como a fraude foi descoberta

A irregularidade começou a ser investigada após uma eleitora tentar votar e receber um aviso do sistema de que seu voto já havia sido registrado. Mais tarde, a comissão eleitoral procurou outros profissionais que tiveram os dados alterados, e vários confirmaram que não tinham votado.

Uma auditoria externa reforçou as suspeitas ao identificar que pelo menos 26 votos foram realizados a partir de um mesmo endereço de internet (IP) em Belém. A operadora de telefonia confirmou aos investigadores que a conexão pertencia à candidata.

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Próximos passos

Ao aceitar a denúncia, a Justiça Federal determinou o afastamento preventivo dos acusados de suas funções no Crea-PA por entender que havia risco de novas irregularidades ou de interferência no caso.

As provas coletadas na investigação criminal também foram liberadas para fundamentar possíveis processos administrativos internos e ações civis.

O segredo de Justiça do processo foi retirado, exceto em três documentos que contêm dados pessoais. Os réus agora têm o prazo de dez dias para apresentar suas defesas por escrito.

Leia também sobre o Crea-PA: Tribunal em Brasília impõe nova derrota ao Crea do Pará e barra candidatura de Adriana Falconeri

Com Informações do MPF

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