
A Polícia Federal e a Controladoria Geral da União (CGU) realizam, na manhã desta terça-feira (2), a operação Expertise. O objetivo é apurar a atuação de organização voltada ao cometimento de crimes contra a administração pública e à lavagem de capitais, mediante a contratação fraudulenta de empresas por diversos órgãos públicos estaduais e municipais do Pará.
Há suspeitas de que essas fraudes se dariam por meio da utilização de recursos federais oriundos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) e do Fundo Nacional de Saúde (FNS).
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As investigações revelaram ações ilícitas que envolvem empresários, servidores públicos e empresas de fachada. O esquema consistiria no direcionamento de licitações, adesões irregulares a atas de registro de preços, simulação ou execução parcial de contratos administrativos, repasses de vultosos valores públicos e, posteriormente, o saque em espécie e redistribuição desses recursos entre os agentes integrantes da organização.
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O total dos contratos sobre os quais recaem suspeitas de irregularidades é de, aproximadamente, R$ 198 milhões.
17 investigados
A operação, que conta com a participação de 65 policiais federais e 6 auditores da CGU, cumpre 18 mandados de busca e apreensão, bloqueio de ativos no montante de até R$ 198 milhões, afastamento do sigilo bancário e fiscal de 17 investigados, prisão preventiva de 5 investigados, uma medida cautelar diversa da prisão (monitoramento eletrônico).
Além disso, busca ainda afastamento de 6 servidores públicos e suspensão, por tempo indeterminado, das atividades econômicas de 4 empresas investigadas, incluindo contratos firmados e atualmente vigentes com quaisquer órgãos do estado do Pará e do município de Marituba/PA.
As diligências acontecem nos municípios de Belém e Marituba/PA.
Segundo o site Opinião em Pauta, a operação conjunta da PF e CGU realizou busca e prisões no Condomínio Greenville e no gabinete da presidência da Alepa (Assembleia Legislativa do Pará). A Casa é presidida pelo deputado estadual Chicão (MDB).
Um deputado estadual, alcançado pelo JC, confirmou a presença de agentes federais no prédio de 6 da manhã até pouco depois das 7h.
Com informações da PF e Opinião em Pauta
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