Zé Maria Tapajós (MDB) emergiu vitorioso, domingo (27), da disputa para prefeito de Santarém (PA). É um peso-pesado da política santarena. Para elegê-lo, as máquinas estadual, municipal e federal trabalharam a todo vapor, inclusive aos domingos à noite, especialmente no 2º turno.
Abertas as urnas, somado os votos, ele chegou a 92.628 votos (52% dos votos válidos). Votação aquém da obtida por Nélio Aguiar (UB) nas eleições de 2020, quando foi eleito no 2º turno com 92.732 votos (59,22%).
Tanto naquele ano como neste, é bem verdade, as máquinas não descansaram. Mas em 2024 (quem haverá de discordar?), Helder arregaçou muito mais as mangas, praticamente mudou para Bela Vista do Juá.
Considerando que nos últimos 4 anos foi registrado um aumento na ordem de 11,19% no eleitorado santareno – pulou de 221.537 (2020) para 246.326 (2024) – e o número de votos válidos nas duas disputas teve um salto ainda maior (16,93%), Zé Maria tinha por obrigação ter uma performance melhor contra o blogueirinho da direita.
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Mas não. Peso-pesado, Zé ficou longe, muito longe da meta planejada. Não conseguiu sequer igualar a votação de Nélio de 4 anos atrás.
Ou seja, embora tenha tido mais máquina, tenha contado com cenário de mais votos úteis e mais eleitores, ficou atrás, bem atrás, dos 59,22% que Nélio alcançou em 2020.
Se regredir ainda mais, para 2016, a surra de Nélio em Zé é ainda maior: 96.034 votos (54,85%).
Zé, sem dúvida, os fatos são contudentes, é peso-pesado. Mas a claque azul-petista dirá: arroba mas se elege.
➽ Por Jeso Carneiro. Repórter e editor do JC, é avô do botafoguense João e do corinthiano Joaquim.
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