Na coluna Painel, assinada pela jornalista Vera Magalhães, da Folha de S. Paulo (assinantes):

Ministros enxergam duas estratégias em gestação na defesa dos réus para desqualificar a acusação do mensalão. A primeira questionaria o poder investigatório do Ministério Público, já em debate no STF.
A segunda sustentaria a inexistência da figura da organização criminosa na lei brasileira, fragilizando a denúncia de formação de quadrilha e derrubando imputações de lavagem de dinheiro. O voto de Joaquim Barbosa, dizem os advogados, trará respostas a essas duas tentativas.
Por definição legal, o crime de lavagem exige outro anterior. Defensores alegam que, como alguns réus não integram nenhum núcleo definido pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o crime precedente seria a própria organização criminosa.
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Com isso, o ex-deputado Paulo Rocha deverá ser beneficiado, já que ministros admitem nos bastidores rever o voto caso a questão venha à tona.
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