Avante mantém ata aberta até o prazo limite do TRE, e acirra disputa com PT pela vaga de vice de Hana

Publicado em por em Pará, Política

Avante mantém ata aberta até o prazo limite do TRE, e acirra disputa com PT pela vaga de vice de Hana
Josué Paiva e Hana Ghassan: a cabeça de chapa dos sonhos do Avante. Foto: reprodução

A corrida pela cobiçada vaga de vice na chapa à reeleição da governadora Hana Ghassan (MDB) transformou a base governista em tabuleiro de xadrez político no Pará. De um lado, o PT tenta emplacar seu nome; do outro, o Avante adota a tática do relógio e usa o calendário eleitoral como instrumento de pressão e negociação.

O Avante decidiu que não vai bater o martelo sobre suas homologações e candidaturas neste primeiro momento. O partido, que realizou a sua convenção semana passada (dia 28), manterá a ata de sua convenção aberta e só deverá entregar o documento à Justiça Eleitoral no dia 15 de agosto, data-limite estipulada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

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A estratégia foi confirmada pelo JC, nesta manhã de segunda-feira (3), pelo presidente estadual do partido, o deputado Wescley Tomaz. Segundo o dirigente, a legenda já definiu e fechou a sua chapa para a Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) com 33 candidatos a deputado estadual.

A chapa de deputados federais, contudo, permanece em aberto e em fase de costura, contando até o momento com 12 nomes confirmados.

Aposta no segmento evangélico

A manutenção da ata aberta não é um mero detalhe burocrático, mas uma manobra clara para fortalecer a principal aposta da sigla para as eleições deste ano: a indicação do deputado estadual Josué Paiva para a vice de Hana Ghassan.

Oficializada recentemente pelo Avante, a candidatura de Josué Paiva traz consigo dois ativos políticos de peso para a chapa emedebista. Primeiro, a forte ligação com o segmento evangélico, já que o parlamentar é pastor e conta com o aval de setores expressivos da Convenção de Ministros das Assembleias de Deus no Estado do Pará (Comiadepa). Segundo, a representatividade regional, uma vez que Josué tem forte base no oeste paraense, região considerada estratégica para o equilíbrio de forças do estado.

A frustração petista

A indefinição, no entanto, tem gerado ruídos na ampla aliança que orbita o MDB. O PT também reivindica a vaga de vice-governador e já colocou na mesa o nome do deputado estadual Dirceu Ten Caten.

Havia uma forte expectativa por parte da legenda vermelha de que o mistério fosse desfeito — e o nome de Ten Caten chancelado — durante a convenção oficial do MDB, realizada no último sábado (1º), em Belém, que confirmou a candidatura de Hana Ghassan.

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O anúncio, porém, não veio. O MDB preferiu manter o suspense e deixou o cargo de vice em aberto, gerando um clima de frustração visível nas fileiras petistas, que esperavam sair do evento já com a chapa majoritária desenhada.

Com o MDB adiando a decisão e o Avante disposto a levar as negociações até o último minuto do dia 15 de agosto, os próximos dias prometem ser de intensas articulações nos bastidores do poder no Pará.

A governadora Hana Ghassan terá que equilibrar a balança entre a base histórica petista e a força emergente do capital político, religioso e regional oferecido pelo Avante.

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