por Regis Balieiro (*)
Em manchete, o site de A Critica diz: “Jatene apoia plebiscito, mas sem contaminação eleitoral”.
“O governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), é favorável ao plebiscito sobre a divisão territorial para criação dos Estados de Carajás e Tapajós, nas regiões sul e oeste paraense, mas defende a realização de uma ampla campanha de comunicação para esclarecer a população sobre “as ameaças e oportunidades da divisão”, afirma o site.
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Já o D24AM destaca: “Câmara aprova plebiscito sobre a criação de dois estados no Pará”.
Alguns jornais impressos e emissoras de TV anunciaram que esse é um novo tempo para as regiões que precisam se desenvolver e atrair mais investimentos e indústrias, o que até os últimos dias é direcionado apenas a Belém, afirmam.
Segundo o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) da capital amazonense, existem 300 mil paraenses morando em Manaus, número suficiente para eleger, por exemplo, um prefeito em Santarém, vereadores e mais alguns deputados estaduais e federais.
Com a notícia, muitos moradores de Santarém, Oriximiná, Alenquer e demais municípios que compreenderão o território do novo estado dizem que a decisão está nas mãos do povo.
“É nesse momento que todos devem se unir”, disse o oriximinaense Leandro Campelo, que trabalha em Manaus há dois anos na área de construção civil.
Recentemente um episódio foi destaque em rede nacional quando uma paraense foi discriminada em um bairro periférico de Manaus, quando o prefeito do município estava em visita à área que oferecia riscos de deslizamentos de encostas.
Na ocasião, a dona de casa Laudenice Paiva, separada, mãe de sete filhos e saída de Belém há três anos, pedia providências, pois segundo ela não tinha para onde ir. O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), chegou a responder o seguinte, após Laudenice dizer que não sairia do local: “Minha filha, então morra, morra”.
Essas e outras palavras foram registradas por uma emissora de televisão que divulgou a matéria. A discussão afetou ainda mais aos paraenses, com a sequência do diálogo, quando o prefeito perguntou a origem da mulher e, ao ouvir que ela é paraense, diz: “Então pronto, tá explicado”.
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* É jornalista e corresponde do blog no Amazonas.