Jeso Carneiro

PV diz que irá recorrer da justa causa dada à Adriana Almeida pelo TRE

PV diz que irá recorrer da justa causa dada à Adriana Almeida pelo TRE

Contraponto de José Carlos Lima, presidente do PV (Partido Verde) no Pará, sobre a matéria TRE do Pará impõe derrota ao PV e dá justa causa à vereadora que deixou o partido, publicada nesta terça-feira (4) no JC.

O número 1 estadual da legenda assegura que a legenda vai recorrer da decisão do TRE-PA (Tribunal Regional do Pará) sobre o caso, em que deu justa causa à desfiliação da vereadora Adriana Almeida do PV, por “grave discriminação política” e de gênero contra a parlamentar de Santarém.

Leia a íntegra da versão da sigla sobre o litígio judicial, derrotada à unanimidade na corte eleitoral paraense.

Ontem [4] o jornalista ⁨Jeso⁩ [Carneiro] publicou a matéria com o resultado do julgamento da ação que pedia o mandato da vereadora Adriana Almeida, eleita pelo PV e que saiu do Partido para se filiar e concorrer pelo União Brasil, ajudando à reeleição do deputado Celso Sabino.

Na matéria, o nobre jornalista escreve que a decisão judicial tisnou minha biografia sem dizer em que minha biografia foi tisnada.

Suponho que o jornalista quis se referia ao motivo alegado pela Vereadora, que se disse perseguida pelo PV como mulher.

Mas vamos aos fatos.

Fui procurado pelo esposo da vereadora, dono da empresa de aviação Piquiatuba, querendo conversar sobre a saída dela do PV.

Em nenhum momento da conversa ele alegou qualquer perseguição ou o fato do PV ter aderido a Federação.

A alegação para saída era referente ao tamanho do Fundo Eleitoral que o PV dispunha.

Pedi que a vereadora permanecesse no PV uma vez que foi pela nossa sigla que ela conquistou o mandato e seria muito bom para região do Baixo Amazonas tê-la como deputada defendendo nossas causas.

Para tentar convence-lo a convence-la, uma vez que ela estava ali representada pelo seu Cônjuge, condição que ele estabeleceu para conversar, sugeri que eu retiraria minha candidatura e a apoiaria em Belém.

Recebi como contraproposta que ele estava disposto ajudar financeiramente o PV para que o diretório estadual concordasse amigavelmente com a desfiliação da Vereadora.

Eu recusei a oferta por não ser digna de um dirigente partidário e voltei a insistir pela permanência e mostrei com números que seria mais vantajoso para ambos que ele ficasse e concorresse pelo PV.

Encerramos a conversa com o esposo da vereador dizendo que estava 99% certo dela permanecer e disputar pelo PV.

Para nossa surpresa, logo em seguida, recebemos um notificação judicial de um processo em que ela pedia ao TRE que desse justa causa a sua desfiliação alegando perseguição pela sua condição de mulher.

O PV sentido-se injustiçado e atacado por mentiras, entrou com uma ação de perda de mandado eletivo contra a vereadora.

Nossa ação recebeu parecer favorável do Ministério Público Eleitoral e no julgamento, os membros do TRE Pará resolveram desconhecer todas as argumentações e provas robustas que apresentamos para dar razão as falácias da Vereadora que escondem o oportunismo político e empresarial dos atos praticados.

Vamos recorrer. Vamos subir com esse debate até o TSE e tentar fazer com que a Justiça vença.

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