
Um estranho no atual ninho tucano, que defende a união homossexual, a privatização de todas as empresas estatais e a liberação da maconha.
É assim que Arthur Virgílio Neto, de 72 anos, ex-senador e prefeito de Manaus, tem tentado se diferenciar internamente para ser o nome do PSDB à presidência da República na eleição de 2018.
Com a carreira política na região Norte do país, Virgílio Neto sabe das dificuldades para quebrar um ciclo que foca principalmente as lideranças do Sudeste. Desde a sua criação, o PSDB só apresentou concorrentes ao Planalto que têm como sua base São Paulo ou Minas Gerais.
Para tentar obter êxito, o manauara já escolheu seu primeiro alvo interno: João Doria Junior, o prefeito de São Paulo.
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“Se a gente olhar bem, com frieza, estranho é o Dória querer ser presidente. Ele não consegue governar São Paulo. Não senta para governar a cidade”.
Pergunta. Por que lançou o seu nome como pré-candidato do PSDB à presidência?
Resposta. Eu queria entender porque o João Dória lançou o dele. Eu tenho 20 anos de parlamento, entre senador e deputado, sempre em posição de liderança, três anos dirigindo meu partido, oito anos liderando a oposição ao presidente Lula. Sempre de maneira dura, mas consciente. Votei 79% das vezes com ele, quando mandou matérias naturais ou boas para o país. Naquelas que não eram, partíamos por enfrentá-lo, que acabava conosco o derrotando ou, em boa parte das vezes, sendo derrotados por uma margem pequena de votos. Fui ministro da Secretaria-Geral da Presidência no Governo Fernando Henrique, fui duas vezes líder do Governo. Se a gente olhar bem, com frieza, estranho é o Dória querer ser presidente. Ele não consegue governar São Paulo. Não senta para governar a cidade. Outro dia ele esteve em Manaus para falar sobre gestão. Meu Deus!
Neste link, a íntegra da entrevista concedida ao El País.
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