
O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (1º), em sua live semanal, que prefeitos e governadores usaram recursos repassados pelo governo federal para o combate à covid-19 para colocar as contas em dia. Mas não apresentou provas, segundo O Globo. Ele ainda criticou as medidas restritivas que estão sendo adotadas.
“A política de fechar, que começou em março e abril do ano passado, qual a intenção da mesma? Achatar a curva de contaminação para que os hospitais se preparassem com leitos de uti, respiradores etc.”
E acrescentou, sem provas:
“Dinheiro foi para estados e municípios, muito dinheiro, bilhões de reais, mas nós sabemos que muitos governadores e prefeitos usaram esse recurso para pagar folha atrasada, botar suas contas em dia, e não deram a devida atenção para a saúde.”
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Os comentários foram feitos na esteira da leitura de manchetes de jornais argentinos, que indicavam aumento da pobreza no país por causa das medidas restritivas adotadas para contenção do coronavírus.
O presidente ainda criticou o governador do Piauí, Wellington Dias, que reclamou do valor do novo auxílio emergencial – em média, o novo benefício pagará R$ 250, ante R$ 600 e R$ 300 que foram pagos em 2020.
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“Eu vi um vídeo de um governador, acho que o Wellington Dias, fazendo um apelo dramático, que o governo federal não pode pagar R$ 250 a título de auxílio emergencial. Tem que ser R$ 600 porque a pandemia não acabou. Bem, quem está acabando com emprego é ele, o governador Wellington Dias. Não somos nós aqui”, contestou.
Bolsonaro citou dados do Tesouro Nacional que apontaram que os estados fecharam o ano de 2020 com superávito de R$ 38 bilhões.
“Como tem a matéria aqui na imprensa dizendo o seu estado, todos os estados, estão superavitários, você poderia pagar um complemento ao auxílio emergencial. Dá mais de R$ 350 e chega aos R$ 600”, sugeriu.
O presidente voltou a associar as medidas restritivas com estado de sítio e disse que há relatos de violência contra pessoas que estão tentando trabalhar, mas são agredidas por estarem nas ruas.
“Há um sentimento cada vez maior de revolta junto a essas pessoas. Repito aqui: eu temo por problemas sociais graves no Brasil. E como é que você vai combater isso? Eu quero repetir aqui: o meu Exército brasileiro não vai às ruas para agir contra o povo. Ou para fazer cumprir decretos de governadores e prefeitos. O meu Exército, enquanto for presidente, não vai”, declarou.
Com informações de O Globo