
5 índios da etnia Zo’é, no Pará, foram submetidos no final de semana à cirurgia de catarata dentro da própria aldeia em que moram.
O trabalho, coordenado pelo médico santareno Erik Jennings, é de iniciativa conjunta da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), ligada ao Ministério da Saúde, e da Funai (Fundação Nacional do Índio).
As cirurgias foram feitas pela oftalmologista Nívea Saldanha.
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O blog conversou com Erik Jennings sobre o caso. Confira abaixo:
Pacientes
“Foram 2 homens e 3 mulheres, com idades que variaram entre 66 e 77 anos. Os procedimentos foram realizados pela oftalmologista Nívea Saldanha, com o envolvimento de enfermeiros e técnicos da Sesai”.
Logística
“Esta não é a primeira vez que a cirurgia de catarata é realizada dentro de área. Porém, é a primeira ocasião que se realizou uma série de pacientes, o que envolve logística e estrutura técnica adequada. A iniciativa faz parte dos princípios que norteiam o programa de saúde Zoé, que sempre tenta respeitar ao máximo a cultura do povo e resolver os problemas de saúde dentro de própria área, evitando-se assim que os indígenas se desloquem ate a cidade e sofram pressões étnicas e culturais.
Outras cirurgias
“A estrutura física existente oferece segurança para procedimentos desse tipo, inclusive já se tendo realizados cirurgia para colecistectomia por videolaparoscopia, cirurgias de hérnias inguinais e outros procedimentos de média complexidade. Antes do início dos procedimentos, em 2007, a área recebeu visita do CRM [Conselho Regional de Medicina], Vigilância Sanitária e Conselho de Saúde, e secretaria municipal de Saúde, que ratificaram a possibilidade de se realizar os procedimentos. Dentro do programa de saúde Zoe, além desses procedimentos de cirúrgicos são contemplados os níveis de promoção da saúde e toda a assistência básica”.
Modelo
“Esse projeto de saúde tem servido de modelo para o resto do Brasil, e serviu como referência para algumas recomendações da ONU no documento que fala sobre assistência à saúde a povos isolados e de baixo de contato. Também foi o ponto de partida para a atual portaria do Ministério da Saúde que oferece as diretrizes para a assistência a saúde desses povos”.
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