Jeso Carneiro

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Médico pós-graduado em Harvard (EUA), Miguel Srougi aponta o caminho, em artigo publicado hoje (6) na Folha de S. Paulo, para se driblar esta preoucupante realidade brasileira: 54,5% dos médicos recém-formados no país “são inaptos para a profissão”.

– Não fiquei surpreso com o número e com a indignação. Afinal, lideranças e educadores médicos já conheciam a indecência e, impotentes, nunca conseguiram eliminá-la. Sem tergiversar, julgo que profissionais inaptos devem ser impedidos de exercer a profissão e que uma legislação impondo um exame de capacitação dos novos médicos já deveria ter sido promulgada – escreve Srougi, apontando as medidas imediatas para pôr fim a esse problema.

Contra a abertura de novas vagas ou cursos de Medicina no Brasil, o médico defende mais oportunidades de residência médica para os recém-formados.

– Cerca de 6.000 novos médicos formados a cada ano não dispõem de locais para realizar a residência, a etapa mais relevante para a formação de profissionais qualificados – justifica.

Neste link, a íntegra do artigo Médicos inaptos: algozes ou vítimas?.

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