
O engenheiro civil e professor Andrews Marlone, juntamente com a estudante de arquitetura Nuna Costa, detalharam em entrevista à TV JC um estudo recente sobre o rápido fenômeno imobiliário da verticalização em Santarém (PA).
A pesquisa acadêmica, que mapeou o salto imobiliário e a expansão territorial do município, revela que a construção acelerada de novos prédios tem um motivo claro: o forte apelo turístico e a busca por áreas planejadas estão redesenhando a geografia da cidade.
Turismo atrai investimentos
De acordo com o professor Andrews Marlone, a principal força econômica por trás dos novos arranha-céus e edifícios é o grande potencial turístico local. O interesse vem, em boa parte, de investidores e visitantes de outras regiões que buscam residências de férias.
“Grande parte da verticalização se dá através do investimento por causa do turismo. Nossa região é caracterizada como o Caribe brasileiro”, explicou o engenheiro. Ele ressaltou que a proximidade com as praias e a facilidade de deslocamento rápido dentro da cidade são fatores decisivos para a compra de imóveis na região.
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Novo eixo de expansão: aeroporto e BR-163
Com a área central e a orla já consolidadas e sem espaço para avançar em direção aos rios, a cidade precisou encontrar novas rotas para crescer tanto vertical quanto horizontalmente. O estudo aponta uma mudança clara no vetor de investimentos imobiliários.
“Para onde é que vai a nossa expansão? Para o aeroporto e para a região da BR”, pontuou Marlone. Essa migração tem impulsionado a criação de bairros planejados sob o conceito de smart cities (cidades inteligentes), com infraestrutura completa de saneamento e mobilidade. Segundo o professor, em 10 a 15 anos, essas novas áreas de expansão se tornarão as novas zonas nobres do município.
Para Nuna Costa, essa transformação visual afeta diretamente o dia a dia do morador local.
“A gente percebe cada vez mais empreiteiras e empresas construindo esses prédios, e muda a nossa percepção sobre a cidade”, observou a pesquisadora.
Valorização da mão de obra local
Apesar da forte injeção de capital externo no mercado imobiliário, a força de trabalho que projeta e constrói a nova Santarém é essencialmente local. O estudo refutou a ideia de que a cidade estaria importando profissionais para lidar com as grandes obras.
Marlone destacou o papel de Santarém como um polo universitário robusto, responsável por formar os profissionais que hoje assinam os projetos dos arranha-céus.
“Grande parte dos responsáveis técnicos dessas edificações, desses prédios, são engenheiros formados aqui da terra. A economia fica aqui”, celebrou o professor, evidenciando que o município consegue reter os talentos que forma.
A entrevista completa, com todos os dados do estudo, análises sobre planejamento urbano e os bastidores do mercado imobiliário local, pode ser assistida na íntegra no canal oficial do JC no YouTube.
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