Budismo Moderno
Tome, Dr., esta tesoura e… corte
Minha singularíssima pessoa.
Que importa a mim que a bicharia roa
Todo o meu coração depois da morte?!
Ah! Um urubu pousou na minha sorte!
Também, das diatomáceas da lagoa
A criptógama cápsula se esbroa
Ao contrato de bronca destra forte!
Dissolva-se, portanto, minha vida
Igualmente a uma célula caída
Na aberração de um óvulo infecundo;
— ARTIGOS RELACIONADOS
Mas o agregado abstrato das saudades
Fique batendo nas perpétuas grades
Do último verso que eu fizer no mundo!
– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –
Leia também:
Soneto de aniversário, Vinícius de Moraes.
Mundo Pequeno, de Manoel de Barros.
O violino, Micheliny Verunschk.
O Amor e o Outro, de Afonso Romano Sant’Anna.
Sinal de baton, de Alice Ruiz.
Difícil ser Funcionário, de João Cabral de Melo Neto.
Ninguém me encanta como você, Alice Ruiz.