Jeso Carneiro

Poetas amazônicos. Lá está o Braz

Condomínio liberdade

Dedicada aos irmãos e familiares de Braz Coimbra Lobato.
Em especial a sua eterna musa, Alba Rosa

Nos caminhos sinuosos do condomínio
cheios de árvores, de cimento
de flores e versos
Lá está o Braz, lá está o Braz

No igarapé que ali passa
no cantar dos pássaros
na paz e no silêncio
renascidos a cada fim de tarde
Lá está o Braz

Lá está o Braz
nos versos e quintais das mansões
nas fantasias ousadas dos sonhos
nos muros altos em que a solidão se fecha
Lá está o Braz, lá está o Braz

Lá está o Braz
com seu corpo vermelho
eternizado naquele chão
a sorver docemente o seu vinho
a regar espiritualmente a sua Rosa.
Lá está o Braz.

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De Edwaldo Campos, poeta amazônico nascido em Alenquer e naturalizado santareno.

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Vislumbre de morte romântica.
A cheia.

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