Mensagem psicografa de João Fona a Santarém
Em homenagem a todos os membros dessa maravilhosa família Fonna
Ah, Santarém
Nas tuas noites, tuas ruas tão belas, tão cruas,
Enchiam-se de rimas nas tuas noites de lua.
O teu rio azul com o dourado da lua se vestia
E o Amazonas invejoso com suas águas amareladas
Pouco a pouco o teu lindo Tapajós cobria.
Vinha sorrateiramente, sim, beijar as praias.
Essas praias de brancas areias
Pela sombra das árvores pintadas
Que se remexiam assobiando ao luar
Como se fossem as areias de baixo revoltadas
Para um pouco da lua apreciar.
Mas é certeza que a tímida lua
Mais brigava com o sol que tuas areias pelo luar
Pois o danado do sol a lua impedia de ficar mais tempo
Em teu branco espelho a se mirar.
Assim, eu como admirador de tão esplêndida beleza,
Perdia-me fascinado em serenatas, pescarias,
Reencontrando-me já quando o sol no raiar do dia
Substituía com toda a sua grandeza a beleza da lua fria.
Daqui ainda hoje espiritualmente revejo essas passagens
Materializadas em meus quadros, em minhas canções.
Chequei a vestir a tua beleza nua
Para ficar com teu encanto e luminosidade
Das minhas noites escuras.
Pena não ter deixado em ti meu corpo
Ricamente encorpado com a tua poesia.
Doente, ele foi longe e não voltou.
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De Edwaldo Campos, poeta amazônico nascido em Alenquer e cidadão santareno.
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