Jeso Carneiro

Ministério Público pede a impugnação da candidata do MDB à Prefeitura de Juruti

Ministério Público pede a impugnação da candidata do MDB à Prefeitura de Juruti
Lucídia Batista, ao lado do marido Isaías (à esquerda). Foto: Arquivo BJ

O MDB em Juruti (PA) poderá ficar de fora da eleição majoritária (prefeito e vice) neste ano no município caso a Justiça Eleitoral acate o pedido do MPE (Ministério Público Eleitoral) de impugnação dos atos da legenda pelo fato do seu presidente exercer o cargo ilegalmente.

O pedido, nos autos de uma “Ação de Impugnação ao Demonstrativo de Atos Partidários (DRA) da Coligação União e Fé para Construir o Futuro” foi ajuizada nesta sexta-feira (2).


É assinada pelo promotor de justiça Thiago Ribeiro Sanandres e tem 21 laudas. A Justiça Eleitoral ainda não se manifestou sobre os pedidos, no total de 4.

Segundo o MPE, todos os atos assinados pelo presidente do MDB jurutiense, Isaías Batista Filho, inclusive a ata da convenção partidária que oficializou os candidatos da legenda, são nulos porque ele se encontra com os direitos políticos suspensos.

“Na hipótese trazida aos autos desta impugnação”, ressaltou Thiago Sanandres, “insurge-se contra a validade de ato partidário convocado e presidido por pessoa cujos direitos políticos estão suspensos e, portanto, transborda a simples vontade partidária interna, resvalando para o descumprimento de preceitos cogentes estabelecidos pela Constituição Federal e pela Lei Eleitoral”.

A esposa de Isaías Batista Filho é quem encabeça a chapa majoritária da coligação que reúne, além do MDB, o Republicanos, PL, PSL, PSDB e PSD. O vice de Lucídia Batista, 67 anos, é Fladimir Andrade (PSD), 56 anos.

Página 1 da ação do Ministério Público Eleitoral


Para o promotor, a condição de inelegível de Isaías Batista Filho o impede não só de votar e ser votado, mas também de exercer oficialmente qualquer atividade eleitoral.

“A pessoa submetida a tal penalidade resta interditada [proibida] ao exercício de qualquer faculdade eleitoral ou partidária, devendo ser tomados como nulos e sem qualquer eficácia seus atos praticados nesses contextos durante o tempo de duração da medida”.

Por isso, todos os atos assinados pelo presidente do MDB seria nulos. Abaixo, os 4 pedidos feitos à Justiça na ação do MPE.

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