
Os ataques recentes às escolas chamam a atenção por também serem feitos por alunos, e apontam para a necessidade de um novo olhar sobre a instituição e tudo o que ela representa para uma criança e adolescente em desenvolvimento.
O fato da escola ser um alvo para eles, já mostra que ela não tem sido lugar de acolhimento, escuta e compreensão.
Do contrário, seria para onde os alunos empreenderiam a rota de fuga para seus conflitos, o lugar para onde saberiam que poderiam se direcionar para sanar suas dúvidas, compartilhar, se deixar ser vulnerável ao crescer, ter a consciência de que está aprendendo e de que pode errar. Ter a certeza de que será orientado, e principalmente, aceito.
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Além disso, falar de emoções é delicado, especialmente para quem as sente. E quando não é um tema tratado de forma natural, torna-se ainda mais desafiador.
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Não falar sobre o que se está sentindo traz ainda mais dor, sufoca.
Portanto, a escola precisa ampliar o reconhecimento da importância do seu papel na vida de uma família, de um bairro, de um país.
Uma escola é casa também, professores são mestres e também referências para a vida. Todo cuidado com eles é pouco.
Luanna Silva
Mora em Santarém, onde se fez e concluiu o curso superior em Psicologia. Escreve regularmente no JC. Ela pode ser encontrada no…
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