
Países asiáticos, africanos e latino-americanos que sofrem há séculos o tipo mais selvagem de capitalismo colonial europeu e norte-americano estão sendo cortejados pela China.
Cortejados para receber trilhionários investimentos em infraestrutura de transporte – portos, rodovias, aeroportos -, comunicação – 5G, 6G, quântica-, parceria para o desenvolvimento de conhecimento científico e tecnologia em diversas áreas – agricultura, pecuária, indústria, meio ambiente, comunicação, robótica etc.
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No entanto, na reunião do G-7, grupo das economias coloniais e imperialistas do ocidente, foi traçada uma estratégia para impedir as pretensões chinesas. Como pano de fundo, vão intensificar a utilização de uma mentira: a China quer expandir o comunismo para o mundo.
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Como objetivo real, está a manutenção dos países cortejados pela China como colônias econômicas e tecnológicas dos países do G-7. Pela frente, desenha-se a mais pesada guerra ideológica, política e econômica da história, onde a verdade é a primeira vítima.
As nações subdesenvolvidas, entretanto, ao invés de serem tragadas por esta guerra, tem nela uma ótima oportunidade de se desenvolver, exigindo e explorando vantagens de um e de outro bloco de poder em conflito.
Se pressionarem, tanto EUA quanto Europa cedem.
Mas, para isso, países como o Brasil precisam adotar uma política externa pragmática, em favor dos interesses nacionais, e não a política ideológica e infantil atualmente adotada. Não há como deter a China, e tanto EUA quanto Europa terão de mudar sua política imperialista.
— Válber Pires é professor universitário, doutor em Sociologia, com pós-doutorado em Socioeconomia e Sustentabilidade. Escreve regularmente no BJ.