
O juiz Rômulo Nogueira de Brito, da 2ª Vara Criminal de Santarém, voltou a decretar a prisão do advogado Wilson Gonçalves Lisboa, um dos 28 acusados de participação na operação Perfuga.
Desta vez, a prisão é preventiva, ou seja, sem prazo determinado.
Na deflagração da operação, no início do mês passado, Wilson Lisboa foi preso temporariamente por 5 dias.
O novo pedido de prisão foi feito pelo Ministério Público do Pará ao juiz responsável pela Perfuga em primeira instância.
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“Defiro o pedido e decreto a prisão preventiva de Wilson Luiz Gonçalves Lisboa, com fulcro nos artigos 312 e seguintes do CPP, para garantir a conveniência da instrução processual penal”, escreveu o magistrado, em decisão proferida ontem, 4.
Wilson Lisboa é acusado, conforme escutas telefônicas legais, de ‘em pleno cárcere provisório’, no quartel do Corpo de Bombeiros, usar celular e tratar de assuntos relativos à sua prisão.
Nos áudios interceptados pela polícia, o advogado conversa com um interlocutor de nome Walan, “no sentido de que autoridade de alto escalão político do estado do Pará” pudesse “intervir para barrar a investigação e, portanto, livrá-lo da imputação criminal”.
QUEBRA DE SIGILO
O juiz também acatou o pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal do vereador Reginaldo Campos, do PSC, apontado como o chefe da Perfuga.
Por outro lado, excluiu o advogado e procurador jurídico da Câmara de Santarém Alexandre Nascimento Lopes da denúncia por ele acolhida contra 27 pessoas acusadas pelo MP.
O nome de Edvanice Pedroso Fernandes voltou a ser incluído na denúncia do MP, acatada pelo juiz.
Romulo Nogueira indeferiu o pedido de viagem do advogado Esequiel Aquino, para os EUA, e deferiu a viagem para Macapá, capital do Amapá, de Ismael da Rocha Silva.
Neste link, a íntegra da denúncia feita pelo MP e acatada pela Justiça.