Jeso Carneiro

Processo no TRF1 que condenou Maia e pai de Henderson por corrupção volta andar depois de 1 ano parado

Processo no TRF1 que condenou Maia e pai de Henderson por corrupção volta andar depois de 1 ano parado
Lira Maia, tio de Henderson Pinto: um dos principais apoiadores da candidatura de Zé Maria Tapajós. Foto: Arquivo JC

Depois de mais de 1 ano parado no TRF1 (Tribunal Regional Federal, 1ª Região), o processo que condenou por corrupção o ex-prefeito de Santarém (PA) Lira Maia e o pai do deputado federal Henderson Pinto (MDB) voltou a ser movimentado ontem (24) na corte em Brasília (DF).

O recurso de apelação contra a sentença condenatória estava parada desde 13 de maio do ano passado. Naquela ocasião, o processo foi redistribuído por sorteio “em razão de criação de unidade judiciária”.

Foi redistribuído para a 10ª Turma do TRF1. A desembargadora Danielle Maranhão é a relatora do processo, movido pelo MPF (Ministério Público Federal), União e Município de Santarém, gestão da ex-prefeita Maria do Carmo (2005 a 2012).

Três dos quatro réus da ação civil pública fazem parte da oligarquia dos Maias, que se juntou com os Martins nas eleições deste ano para apoiar a candidatura a prefeito de Zé Maria Tapajós (MDB). O seu vice é Carlos Martins (PT), irmão da hoje deputada estadual petista Maria do Carmo.

Os 3 reús condenados são:

Os três, além da ex-secretária municipal de Educação Maria José Marques, já falecida, foram condenados pela Justiça Federal em Santarém em 2016, portanto há 8 anos, por corrupção (crime de responsabilidade).

Coube a Lira Maia as penas de devolução aos cofres públicos de 10 milhões de reais (valor não atualizado) e perda de seus direitos políticos por 10 anos.

Terá que devolver duas fazendas

A sentença foi proferida pelo juiz federal Domingos Daniel da Conceição Filho, que decidiu ainda que Lira Maia terá que devolver duas fazendas de sua propriedade – Fazenda Maravilha e Fazenda Boa Vista –  ambas adquiridas, segundo relato do juiz na sentença, com dinheiro desviado do Fundef (hoje Fundeb).

A atual gestora do Fundeb, Maria José Maia, é irmã do ex-prefeito. Foi nomeado pelo atual prefeito Nélio Aguiar por indicação de Lira Maia.

Leia a íntegra da sentença condenatória de 1ª instância, contra a qual os 4 réus recorreram e que hoje tramita no TRF1.

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