Jeso Carneiro

Decisão da Justiça contra Massamix tem bloqueio de bens, arresto e constrição de imóveis

Decisão da Justiça contra Massamix tem bloqueio de bens, arresto e constrição de imóveis
Claytoney Ferreira, juiz titular da 6ª Vara Empresarial e Cível de Santarém: à frente do caso. Foto: Instagram

A decisão liminar (urgente) da Justiça de Santarém (PA) contra os Pingarilho e as empresas do grupo econômico Massamix, de propriedade da família, tem bloqueio de bens, arresto, constrição de imóveis, restrição de transferência de veículos, entre outras medidas.

O processo (ação cautelar fiscal), que até então tramitava na 6ª Vara Empresarial e Cível sob sigilo, passou também a ser de consulta pública, por ordem do juiz Claytoney Ferreira, desde segunda-feira (29) à noite.

Nesta quarta-feira (31), o JC revelou em primeira mão o envolvimento da família Pingarilho em um esquema de fraude fiscal.

Para fugir de uma dívida fiscal (ICMS declarado e não pago) de mais de R$ 2,5 milhões, que se avoluma desde 2017 e contraída pela Massamix-mãe (L. de Oliveira Moreira Panificadora), os Pingarilho começaram a criar novas empresas, todas com o mesmo nome de fantasia (Massamix), mesmo endereço, mesma atividade comercial, e-mail e telefone.

O esquema foi flagrado pelo fisco e denunciado à Justiça.

Leia também sobre esse caso: Bolsonarista, dono da Massamix é 1º suplente de deputado na Alepa e prefeiturável.

“As informações apresentadas (a identidade de objeto social das empresas, o compartilhamento de endereço físico e eletrônico, a coincidência de endereço residencial dos sócios da empresa, a existência de vínculo de parentesco entre os sócios e a alternância destes, entre outras) caracterizam a formação de um grupo econômico de fato (relação homogênea de coordenação, recursos e atividades empresariais), utilizado para frustrar a fiscalização e facilitar o descumprimento de obrigações tributárias que no momento ultrapassam R$ 2.000.000,00”, pontuou o magistrado em sua decisão.

Por conta disso, Claytoney Ferreira acatou o pedido de liminar feito pelo Estado do Pará e ordenou o cumprimento das seguintes medidas:

A defesa dos Pingarilho pode recorrer da decisão junto ao TJPA (Tribunal de Justiça do Pará).

— O JC também está no Telegram. Siga-nos e leia notícias, veja vídeos e muito mais.

Sair da versão mobile