
Na coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo (assinantes):
Carlinhos Cachoeira exige que seus advogados o apresentem como preso político nos tribunais do país. Esse foi um dos motivos de divergência entre ele e a equipe coordenada pelo ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, que ontem deixou a defesa do bicheiro.
Em explosões com os advogados em reuniões no presídio da Papuda, em Brasília, Cachoeira culpou o PT por todas as suas agruras. Disse acreditar que o partido é o responsável por seu longo período atrás das grades. A legenda estaria se vingando por ter sido ele o pivô do escândalo Waldomiro Diniz, o primeiro da era Lula. Na época, a fita gravada por Cachoeira mostrava o assessor pedindo propina a ele.
A equipe de advogados preconizava o oposto: que Cachoeira se defendesse das acusações objetivas dos processos em que é réu. Mas ele se recusou até mesmo a responder a perguntas em audiência na semana passada. Numa das brigas, o bicheiro chegou a chamar um de seus defensores de “moleque”.
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