
por Ib Tapajós (*)
Falo de quem apoia, com sinceridade, essa prisão como uma medida de justiça.
O que o Judiciário está fazendo (com apoio decisivo da grande mídia e sob a baioneta dos militares) é uma intervenção indevida no tabuleiro das forças políticas do país.
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Sérgio Moro, o TRF-4 e o STF estão mexendo no tabuleiro para colocar fora do jogo a peça mais forte de um dos grupos que disputam o poder.
A precariedade das provas, a inconsistência lógica de certas acusações e o ritmo acelerado, frenético, do processo de Lula, para atender ao calendário eleitoral, demonstram que se trata de um julgamento de exceção.
O objetivo (óbvio) é tirar do processo eleitoral o candidato que lidera as intenções de voto.
A prisão de Lula, portanto, é a continuidade do golpe parlamentar que destituiu a Presidente Dilma (impeachment sem crime de responsabilidade!).
Os setores democráticos e progressistas precisam combater decididamente essa prisão ilegítima e imoral. Combater a prisão de Lula não significa aderir ao seu programa ou reivindicar o seu legado (embora, por razões óbvias, boa parte dos que vão às ruas hoje tenha essa perspectiva).
Defender a liberdade de Lula diante do iminente fuzilamento judicial é defender as liberdades democráticas e o direito sagrado do povo brasileiro de eleger livremente o seu próximo presidente.
Diante de uma ordem arbitrária, resistir é necessário. É hora da RESISTÊNCIA!
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* É advogado e militante do PSOL.
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