Cidade estratégica para qualquer projeto político macro no Pará, Santarém respira, cada vez mais ofegante, as eleições municipais, marcadas para outubro.
Emerge nesse cenário, mais uma vez, as oligarquias Maias e Martins. Não em lados opostos, com o sangue nos olhos, como a população se acostumou a vê-las nesses quase 30 anos em que as duas famílias se revezam no poder, mas agora na mesma trincheira.
Com derrota à vista, se isolados e em duelo suicida, Maias e Martins resolveram, sem pudor e sem vergonha, unir forças em torno de um candidato comum para prefeitura: José Maria Tapajós (MDB).
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∎ Inimigos, Maias e Martins se uniram pra te fazer de Zé.
∎ O PT da Maria tá te fazendo de Zé.
∎ O embusteiro PT de Maria que afaga a verde Marina e beija o agro(tóxico) Maia; vídeos.
Zé não é escolha aleatória. Representa um acordo político entre duas das mais influentes famílias do terceiro maior colégio eleitoral do estado.
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Os Maias, representados pelo deputado federal Henderson Pinto (MDB), e os Martins, pela deputada estadual Maria do Carmo (PT), já esboçaram o desenho do consórcio de poder em caso de vitória de Zé nas urnas.
A divisão das secretarias municipais mais rendosas já está devidamente acertada. A Semed (Educação) deve permanecer sob o controle dos Maias. O expertise, com formidável desempenho em fraudes a licitações, que a família adquiriu em décadas à frente da pasta, foi decisivo para esse naco continue nas mesmas mãos.
A Semsa (Saúde), outra pasta com recursos milionários, deve ser destinada aos Martins. Carlos, médico e vice eleito, é o nome que se encaixa como luva sanguínea para dirigi-la. Everaldo Martins Filho é plano B.
Zé, prefeito, subirá um degrau no bolo orçamentário. Avançará para o controle da Seminfra (Infraestrutura), deixando para trás a “pobre” Semab (Agricultura).
As demais unidades administrativas, quinquilharias, são moedas de troca para abrigar os aliados de primeira hora ou, em caso de eleições com dois turnos, de segunda hora.
O acordo entre as oliquarquias, porém, vai além das eleições de 2024. Há um planejamento estratégico esboçado por Maias e Martins visando a disputa eleitoral de 2026.
Com Zé Maria na prefeitura, o planejado é azeitar a máquina pública para impulsionar as reeleições de Henderson Pinto e Maria do Carmo. Com possibilidade, inclusive, da petista ganhar upgrade e disputar também vaga para Câmara dos Deputados.
Lembre-se: Santarém já conseguiu eleger 3 deputados federais numa só eleição. Com 2 bilhões de orçamento municipal em 2026, a estratégia é repetir essa façanha histórica, por que não?
Com esse cenário, uma janela de oportunidade familiar também se descortinará para Zé Maria, inverterado nepotista: lançar seu filho, Júnior Tapajós, para Alepa (Assembleia Legislativa do Pará), numa dobradinha casada com Maias (em redutos da direita, com Henderson) e Martins (em redutos da esquerda, com Maria).
Esse é o céu de brigadeiro que as oligarquias visualizam se os demais candidatos a prefeito na disputa (JK, Delegado Jardel, Izabel Sales, Hugo Diniz e Feliciano Braga) não as impedirem nas urnas.
➽➽ Por Jeso Carneiro, jornalista e editor do JC. Leia também do editor: O embusteiro PT de Maria que afaga a verde Marina e beija o agro(tóxico) Maia; vídeos.
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