Jeso Carneiro

Rurópolis: “Destituição é represália política”

A decisão do juiz Gláucio Assad que destitiu a Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Rurópolis “é represália política da família” Genuíno em virtude deles terem sido derrotados no dia 1º de janeiro na disputa pelo comando da Casa. E mais: pelo fato da Câmara assumir, desde o dia 1º, postura de fiscalização diuturna aos atos do novo prefeito do município, Pablo Genuíno (PSDB).

A afirmação é do vereador Jonas Lourenço (PT), presidente da Câmara, em declaração ao blog.

– Desde a eleição para Câmara temos agido como fiscal do povo, e eles não admitem isso. Passaram, então, a fazer esse tipo de manobra para calar o Poder Legislativo – explicou Jonas, 31 anos, eleito para o 3º mandato de vereador em Rurópolis.

A chapa derrotada, encabeçada por Nonato Silva, o Nonatinho (PSDB), possuía o explícito apoio do novo prefeito, de sua irmã Paula Genuína (PSDB), a vereadora mais votada no município, e do ex-prefeito José Paulo Genuíno.

Família Genuíno em pé de guerra com a Mesa Diretora da Câmara: José Paulo, Pablo, Paula e Glauciene. Foto: Helder Marinho.

Passada a eleição, a Mesa Diretora cobrou do prefeito o decreto de nomeação do pai dele como secretário municipal de Infraestrutura e Obras, mas até agora obteve resposta.

A nomeação contraria lei municipal da Ficha Limpa sancionada em 2012.

José Paulo Genuíno está na lista dos políticos inelegíveis do Pará.

Jonas Lourenço afirmou ainda que a Câmara deve recorrer da decisão junto ao TJ (Tribunal de Justiça) do Pará.

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